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Paulo Toledo
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CPFL vai rever tarifa de baixa renda

CPFL vai rever tarifa de baixa renda

Texto: Paulo Toledo

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) vai rever, em todo o Estado, o enquadramento da potência dos chuveiros para concessão da Tarifa de Baixa Renda, recebe subsídios para a energia consumida, fixando-a em 2.500 watts, independente de marca ou potência real. Essa medida. avalia Lúcio Esteves Júnior, 40 anos, gerente do Distrito de Bauru da Paulista, deve trazer de volta parte dos cerca de 15 mil clientes que haviam perdido o benefício.

Esteves Júnior lembra que, possui 2.500 watts os chuveiros de menor potência disponíveis no mercado. A maioria dos chuveiros atuais tem alta potência, bem acima do valor fixado. Algumas duchas de pequeno porte chegam a ter entre 4.000 e 4.400 watts. Com isso, quando era feita a inspeção da potência instalada (limitada a 4.000 watts para ter o direito ao subsídio), somente o chuveiro acabava inviabilizando a manutenção da pessoa na tarifa social.

O gerente da CPFL diz que essa mudança será muito significativa e vai permitir que, além do chuveiro, a pessoa possa ter uma geladeira, uma TV, ferro de passar e algumas lâmpadas e, ainda, se manter na Tarifa de Baixa Renda. "A partir do instante que cai para 2.500 watts o chuveiro, haverá a possibilidade que uma família com uma renda bastante considerável esses equipamentos", afirmou.

Esteves Júnior não quis prever o número de consumidores que voltarão a fazer parte da Tarifa de Baixa Renda, pois dependerá das inspeções nas residências dos clientes.

É importante destacar que os clientes interessados em retornar

à tarifa subsidiada devem procurar a CPFL e fazer o pedido de inspeção de suas residências. Porém, antes de fazer isso, a pessoa deve checar os eletrodomésticos estão dentro da potência de 4.000 watts, além de preencher os seguintes requisitos: ter instalado na residência um relógio de medição tipo monofásico; consumir, no máximo, 220 quilowatts-hora por mês.

"As pessoas devem procurar a empresa em caso de dúvidas", afirmou.

Esteves Júnior destacou que a atitude da CPFL, em todo o Estado, vem de encontro ao anseio do Procon de Bauru para que ocorresse uma revisão dos cortes dos benefícios. Porém, o estudo já vinha ocorrendo há algum tempo.

O gerente de Distrito disse que o grande vilão do sistema elétrico brasileiro é o chuveiro, principalmente porque as pessoas insistem em utilizá-lo no horário de pico (entre 18 horas e 21 horas), quando a demanda nacional

é quase o total da oferta.

Para ele, isso só vai se resolver quando o País implantar a "Tarifa Amarela", na qual a cobrança

é feita de acordo com o horário de utilização, sendo que a energia custa mais caro nos horários de pico e mais barata nos momentos de menor utilização do sistema. Essa tarifa é estudada desde 1987, mas, até hoje, o Governo Federal não se decidiu pela implantação. Essas diferenciações já são implantadas em vários países do Primeiro Mundo.

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