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Leishmaniose

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Saúde vai procurar cães e pessoas com sintomas de leishmaniose

Saúde vai procurar cães e pessoas com sintomas da leishmaniose

Texto: Ieda Rodrigues

O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, vai, na semana que vem, procurar cães e pessoas com sintomas da leishmaniose em seis quadras em torno do local (no Higienópolis) onde foi registrado um caso da doença anteontem. A leishmaniose

é uma doença que pode atingir o homem e matar se não for diagnosticada a tempo. O cão doente foi sacrificado.

Por enquanto, o DSC não sabe se em Bauru existe o mosquito que transmite a doença porque as nebulizações contra o Aedes aegypti podem tê-lo matado. Por isso, o DSC vão aguardar até a próxima semana para, junto com a Superintendência de Endemias (Sucen), vai fazer a pesquisa.

A pessoa que perceber que seu cachorro está com os sintomas da doença (lesões que não se cicatrizam, unhas compridas demais, apatia, emagrecimento, dificuldades em pisar no chão e para se locomover nos membros posteriores) deve, imediatamente, procurar um veterinário.

A diretora do Departamento de Saúde Coletiva, Maria Helena Abreu, disse que a Prefeitura não tem veterinário para atender os cães. No entanto, se o veterinário confirmar a suspeita de leishmaniose, o DSC envia amostras do sangue para o Instituto Adolfo Lutz, que faz o exame de graça.

A orientação, no caso de suspeita de um animal doente,

é mantê-lo numa clínica ou mesmo em casa. Se a doença for confirmada, o animal deve ser sacrificado. Maria Helena esclareceu que, além do cão que foi sacrificado e do outro cujo exame ficou no limite e o Adolfo Lutz está fazendo uma biópsia de uma amostra da lesão, não há mais cães com suspeita da doença.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde, intensificou o programa para evitar a leishmaniose visceral. Foram estabelecidos convênios no valor de R$ 8 milhões com 208 municípios prioritários nas áreas endêmicas.

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