Aferição do Ipem reprova nove ítens da cesta básica
Fiscalização do Ipem reprova mais de 80% dos produtos da cesta básica
Texto: Luciano Augusto
O Instituto de Pesos e Medidas da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo (Ipem) realizou, no inÃcio desta semana, aferições em 11 produtos que compõem a cesta básica. Destes, nove Ãtens apresentaram irregularidades na quantidade. Percentualmente, o resultado indica uma reprovação de 82%.
As amostras dos produtos foram coletadas em estabelecimentos comerciais das cidades de Bauru, Barra Bonita, Araraquara e Lencóis Paulista. O Ipem já notificou as empresas para retirarem os lotes irregulares de comercialização.
As marcas reprovadas pelo órgão estadual foram: açúcar cristal Minasucar, de dois quilos, que apresentou quatro erros individuais; o feijão Serrazul, de dois quilos, que apresentou erro na média de menos 11,3 gramas, o que corresponde a 0,57% do peso total; sal refinado Cisne, de um quilo, apresentou erro na média de menos 14 gramas, corresponde a menos 1,4%, e também apresentou 11 erros individuais em 32 unidades aferidas (quando o permitido é apresentar somente dois erros individuais); o papel higiênico Daelle, de 40 m x 10 cm, foi reprovado na largura, onde 27 unidades foram reprovadas pelo Ipem, entre as 32 unidades pesquisadas; o pacote de cinco quilos do arroz do tipo 1, da marca Bonachão, foi reprovado porque apresentou erros na média de menos 18 gramas, que corresponde a menos 0,36% do peso total; o arroz tipo 2 da mesma marca também foi reprovado com erros idênticos aos registrados no tipo 1; charque bovino da Bom Charque, de 500 gramas, apresentou dois erros individuais em 20 unidades verificadas
(quando é permitido somente um); alho in natura Colmeia, de 200 gramas, registrou erro na média de menos 7,2 gramas, correspondente a menos 3,6%; feijão Camil, de 500 gramas, apresentou erro médio de menos 13,3 gramas, que representa menos 2,66% por unidade do produto, além de oito erros individuais em 20 unidades consultadas.
Os produtos aprovados foram o papel higiênico Ioio, de 40 m x 10 cm e o pacote de um quilo do feijão Job.
As multas para as empresas que tiveram seus produtos reprovados pelo Ipem é de R$ 2.300,00, se for primária. O valor dobra caso a empresa seja reincidente, ou sejam vai para R$ 4.600,00.
O superintendente técnico regional do Ipem, Luiz Antonio Brizzi, 39 anos, informa que a porcentagem de produtos irregulares
(82% do total analisado) é bastante grande e destoa da média normalmente verificada pelo instituto, que fica entre 40% e 50%. Por isso, ele avisa que "o Ipem está intensificando a fiscalização, principalmente sobre os produtos da cesta básica".
De acordo com sua análise, por causa da forte concorrência entre as empresas, houve diminuição da margem de lucro e, "talvez eles (os empresários) estejam usando erros na quantidade para obter lucro um pouco maior".
Falta para as empresas, segundo Brizzi, uma preocupação maior também em relação ao controle de qualidade na linha de produção. Como disse, "a multa inibe um pouco, mas estamos notificando as empresas para ter um controle de qualidade maior".
Um exemplo, foi o erro idêntico verificado nos tipos 1 e 2 da marca de arroz Bonachão, de cinco quilos. Quando o Ipem pesou o produto, o peso indicado foi exatamente de cinco mil gramas (cinco quilos) e a embalagem pesou 18 gramas. Como o peso lÃquido indicado no produto tem que descontar a embalagem, houve o erro.
Brizzi destaca ainda uma dica importante para o consumidor: quando adquirir um produto pré-medido, o consumidor deve comprovar o peso indicado na embalagem, numa balança no próprio supermercado.