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Aeromodelo

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Piratininga sedia prova do paulista de aeromodelo

Piratininga sedia prova do paulista de aeromodelo

Texto: Nélson Gonçalves

Etapa da categoria pylon racing do Campeonato Paulista de Aeromodelismo será realizada neste domingo, a partir das 9 horas

Muita gente grande, e pequena também, tem como passatempo ou esporte o domínio de máquinas velozes, mas nem sempre em pistas de corridas. Carrinhos que parecem de brinquedo geram disputas acirradas em pistas que cabem num salão ou no fundo de quintal. Para quem gosta desse tipo de esporte e tem visto falar muito mais em automodelo, surge uma boa oportunidade para experimentar a emoção de provas com aviões que também parecem de brinquedo. Aficionados pela velocidade no aeromodelismo se reúnem, neste final de semana, em Piratininga, onde será realizada etapa do Campeonato Paulista na categoria pylon racing (velocidade).

Os treinos começam às 9 horas deste sábado. As primeiras baterias têm largada prevista para o mesmo horário no domingo, na pista construída 800 metros antes da entrada do clube Águas Quentes de Piratininga,

à direita (uma placa identifica o local). Bauru estará muito bem representada no evento. Nada menos que a dupla tricampeã paulista e campeã brasileira participa da competição pela cidade. São os parceiros Marivaldo Campos Brito e Marcos Alcântara Ferreira. Eles levantaram por três vezes consecutivas os troféus da categoria, em 96, 97 e 98.

Para a etapa do campeonato paulista de aeromodelismo estão confirmadas as presenças de equipes da capital e de cidades como Rio Claro, Araraquara, Ribeirão Preto e Limeira. Serão cerca de 15 competidores divididos em duas categorias de velocidade. Na Pylon Racing F-1 os modelos são livres, com motor limitado a 40 centímetros cúbicos de potência. Na F3D FAI os aeromodelistas seguem as normas da Federação Internacional de Aeromodelismo (FAI). A categoria F3A, destinada

à acrobacias, não será disputada neste fim de semana.

Por falar em federação internacional, a dupla bauruense Marivaldo-Marcos é a única a ser classificada para participar de provas da FAI. O campeonato deste ano tem como sede Norkoping, na Suécia. Mas os bauruenses campeões brasileiros não confirmaram presença por falta de patrocínio. Os mundiais são realizados a cada dois anos, revezando as competições com aeromodelos a cabo e controlados por rádio.

A prova do campeonato paulista, em Piratininga, será iniciada com os treinos livres no sábado, das 9 às 18 horas. No domingo, também a partir das 9 horas, será dada a largada para a primeira bateria de pylon racing. A dupla Marivaldo Campos Brito e Marcos Alcântara Ferreira conta com apoio da firma Incoaer, de Penápolis. A Incoaer desenvolve modelos de velocidade para os campeões bauruenses. A Distribuidora Brasileira de Modelismo (DBM) patrocina os rádios e motores utilizados pela equipe local.

As corridas de pylon racing (velocidade), em duas categorias, têm duração de pouco mais de um minuto. Os aeromodelos desenvolvem velocidade de até 380 km/h num percurso de quatro mil metros. As corridas são realizadas em 10 voltas, com a largada de quatro aeromodelos ao mesmo tempo. O peso bruto do equipamento é de 2,5 kg.

O aeromodelismo ganhou em tecnologia nos últimos anos. os motores de fabricação americana, sobretudo o Nelson, revolucionaram a modalidade. A utilização de hélices de carbono para os pequenos aviões geraram perda de peso, maior velocidade e resistência do equipamento. A diferença é que um motor Nelson custa US$ 510, contra US$ 150 de modelos lançados anteriormente.

Em poucos anos é notada a evolução do aeromodelismo. Um motor girava 19 mil rpms na largada, há cerca de quatro anos. Hoje, sensores óticos com tacômetro medem até 27 mil giros com o aviãozinho no chão. O ganho em tecnologia forçou a aposentadoria das hélices de nylon, que não resistem a tanta velocidade. Com isso, o custo do equipamento também foi para as alturas junto com os aeromodelos. Um aparelho (só o avião) subiu de US$ 150 para entre US$ 380 e US$ 450. O rádio controle hoje chega a custar US$ 1,1 mil, itens que demonstram que o aeromodelismo

é um esporte que exige sensibilidade com leveza no trato do equipamento a um custo elevado. Na mesma proporção do incremento de tecnologia, a velocidade obtida com aeromodelos subiu de 230 km/h para 380 km/h. Imagine dominar um aviãozinho nas alturas, com um rádio controle, com picos de velocidade num percurso sinuoso. É coisa para quem sabe.

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