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Carro novo

Luciano Augusto
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Consórcio de veículos zero cresce até 50% em 99

Consórcio de veículos zero cresce até 50% em 99

Texto: Luciano Augusto

A procura pelos consórcios de veículos novos cresceu, em algumas revendas, cerca de 50% este ano. Segundo as lojas de veículos zero quilÃmetros, o aumento se deve à taxas de juros atraentes (cerca de 3% ao mês) e a mudança de comportamento do consumidor, que hoje está menos apressado e mais cauteloso. A maior procura é pelos modelos populares.

A demora na renovação do acordo entre Governo, montadoras e trabalhadores, também atraiu novos consumidores. A renovação, por mais 90 dias, saiu na última quinta-feira com a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ficando em 20%, para carros populares (no acordo anterior o IPI tinha caído para 17%). O Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) de São Paulo, que havia baixado para 9% no primeiro acordo, deve subir para 9,5% na renovação.

A gerente administrativa Fernanda Hosne Freitas, do Consórcio Luiza, que viabiliza os negócios em consórcio para a revenda Meta Veículos, da Fiat, afirmou que o aumento, nos últimos cinco meses, bateu na casa dos 50%.

Ela acredita que a maior procura se deve a uma mudança na mentalidade do consumidor, que está mais preocupado em quanto vai pagar e não quando vai receber o bem. "As pessoas não estão mais com tanta pressa", diz Freitas. A gerente explicou ainda que a alta também pode ser resultado das facilidades do consórcio. De acordo com ela, a taxa administrativa para 60 meses fica próxima de 13%, mais o seguro de vida e o fundo de reserva do grupo, que pode ser resgatado no final do plano.

Já Osmar de Azevedo Júnior, supervisor de vendas do Plano Baurucar, da revenda VW Baurucar Veículos, disse que o impasse na renovação do acordo para compra de veículos novos preocupou o setor e atrapalhou os negócios. Com a renegociação, Azevedo Júnior acredita que a tendência de bons negócios deve permanecer.

Sua maior preocupação é com a inadimplência, próxima de 20%, entre os clientes não contemplados. O supervisor lembra que a inadimplência entre os já contemplados é bem menor, "porque eles vão para o (departamento) jurídico" e podem ter o bem retomado pela revendedora.

Também preocupado com a inadimplência está Nivaldo Cristianini Júnior, gerente de vendas da revenda Chevrolet, Martins Veículos. Para combate-la, o gerente age rápido, contatando o cliente assim que se verifica o atraso no pagamento. Além disso, ele ainda abre espaço para a renegociação da parcela ou parcelas em atraso.

Na Simão Ford, Nilson Jorge Simão, sócio-proprietário da revenda, confirmou um aumento de 20%, aproximadamente, na procura pelo consórcio de veículos novos. "Houve uma queda com o impasse em relação ao acordo, mas agora o mercado está calmo", completa.

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