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Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

Em Confiança

Em Confiança Leonardo de Brito DESCANSE EM PAZ João Carlos de Oliveira foi um verdadeiro mito do esporte brasileiro desde 1975, quando nos Jogos Pan-americanos do México estabeleceu a impressionante marca de 17,89 metros no salto triplo, um recorde mundial que atravessou uma década para ser superada. A carreira esportiva de João do Pulo foi brutalmente interrompida em 1981, quando um acidente de automóvel o deixou sem a perna direita. O então brilhante atleta enveredou para o alcoolismo e a depressão, apesar da ajuda de seus antigos colegas e adversários. João do Pulo foi bicampeão pan-americano de salto triplo (méxico-75) e Porto Rico-79) e do Mundial de Atletismo (Alemanha-77 e Canadá-79), além de ganhar as medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de Montreal-76 e Moscou-80. Nos Jogos Pan-americanos do México, Nélson Prudêncio era considerado o favorito para o lugar mais alto do pódio, mas João Carlos impressionou a todos ao estabelecer seu recorde mundial em seu segundo salto, superando a marca anterior em 45 centímetros. Os fiscais dessa pova verificaram que no instante do salto o vento era nulo

(0,0 metro por segundo), o que afastou definitivamente qualquer dúvida sobre a validade da marca. Aparentemente ainda sem estar satisfeito com sua façanha, João do Pulo ainda encontrou forças para ganhar a medalha de ouro no salto à distância (com 8,19 metros) e participou no quarteto brasileiro de velocidade em 4x100 metros que estabeleceu um recorde sul-americano (38,18 segundos). Essa capacidade para as provas de salto e de velocidade fez de João Carlos de Oliveira um dos atletas mais completos do esporte brasileiro. Em 1981, o acidente de trânsito (provocado por um motorista embriagado) afastou para sempre o brasileiro das pistas de atletismo. João do Pulo ainda conseguiu ser eleito deputado estadual em São Paulo, mas no fim de seu mandato, se perdeu em um anonimato quase completo. Sábado à noite chegou ao fim, com um colapso generalizado dos órgãos internos. Descanse em paz, campeão. COMO SEMPRE São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos são os semifinalistas. O que é do homem o lobo não come

- são realmente os quatro melhores times do Campeonato Paulista. A Lusa, por sua vez, apenas confirmou sua escrita de nadar e morrer na praia. E por falar em lobo, o técnico Mário Jorge Lobo Zagallo se despediu do Paulistão, e talvez da Portuguesa, ouvindo esses gritos dos torcedores palmeirenses:

"A, e, i, vai ter que me engolir", lembrando a frase dita pelo então treinador da Seleção Brasileira após a conquista da Copa América de 1997. O time do Canindé só precisava empatar, mas o Palmeiras, que também só dependia dele, tem muito mais time, fez quatro e classificou. Foi um grande jogo. SIGNO DO SUCESSO São Paulo mantém a hegemonia do basquete brasileiro, graças ao aguerrido e talentoso time francano, comandado pelo mestre Hélio Rubens. Pelo que vi jogar em Bauru, contra o Tilibra/Copimax, o Vasco era o grande favorito, uma verdadeira máquina de jogar basquete. Mas a equipe da capital do basquete nasceu sob o signo do sucesso. Mesmo perdendo grandes jogadores, como Rogério, Demétrius e Vargas, que formam o trio de ouro do Vasco, Franca provou que casmisa pesa. Tradição

é tradição. Vibrei com esse tri conquistado pelo Marathon/Franca. DOSE DUPLA Mika Hakkinen e a McLaren recuperaram o sorriso, porque no circuito da Catalunha ganharam uma corrida que era indispensável ganhar, o Grande Prêmio da Espanha, para poder se situar no Mundial de Fórmula-1 na frente de Michael Schumacher e sua Ferrari. Esta vitória do atual campeão mundial

- a décima-primeira de sua carreira na F-1 e a segunda esse ano - foi acompanhada por uma dobradinha da McLaren, com o segundo lugar do escocês David Coulthard, que ficou na frente de Schumacher. E tudo isso ocorreu em bom momento. Além de permitir uma melhor posição no Mundial, tanto de pilotos como de construtores, fez reviver a confiança que se havia perdido nas últimas semanas. Depois de vários fracassos, o piloto finlandês estava atento ao menor sinal de falha mecânica, a qualquer ruído suspeito. Mas desta vez nada perturbou a supremacia de Hakkinen e as "flechas de prata". Desde a saída, perfeita, Hakkinen, o pole position, e seu companheiro de equipe dominaram a prova de ontem com uma margem confortável. Uma corrida perfeita do finlandês. Quanto a Schumacher, nada a lamentar. Ganhar quatro pontos é bom negócio. DERROTA INJUSTA A Ponte Preta falava em goleada. Queria vingar-se com juros da derrota sofrida no jogo de ida em Bauru, mas escapou de levar outro banho, desta vez em pleno Moisés Lucarelli. Mas eis que a frase de minha autoria continua mais viva do que nunca:

"entender de futebol todo o mundo entende, quero ver é entender de Noroeste". Torcedores e colegas de crÃnica

- inclusive este jornalista, editor de esportes do JORNAL DA CIDADE

- achavam que o Norusca teria de fazer das tripas coração para não ser massacrado em Campinas, mas o nosso Alvirrubro só não ganhou por causa da arbitragem, que anulou um gol legítimo de Baiano e marcou um pênalti inexistente, cinco minutos além do tempo normal.

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