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Comentário esportivo

Leonardo de Brito
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Em Confiança

Em Confiança Leonardo de Brito PERTO DO PARAÍSO Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni já entraram para a história ao colocarem dois nomes brasileiros entre os oito melhores tenistas do Aberto da Fança, um dos quatro torneios do Grand Slam - os outros são Wimbledon e os Abertos da Austrália e dos Estados Unidos. Os dois voltam a entrar na quadra de Roland Garros esta manhã para levar a história adiante. Guga enfrenta o ucraniano Andrei Medvedev sem a pressão de jogar para chegar ao primeiro lugar do ranking mundial. Suas chances foram por água abaixo depois que o chileno Marcelo Rios foi eliminado pelo eslovaco Dominik Hrbaty na zebra de ontem. O brasileiro precisa enfrentar na decisão um adversário bem ranqueado para ganhar mais pontos de bonus - Rios é o número nove do mundo. O adversário de Gustavo Kuerten é menos complicado que o de Fernando Meligeni - que enfrenta o espanhol Alex Corretja -, mas também está longe de ser um tenista fácil de ser batido. Pete Sampras, o número dois do mundo, que o diga. O norte-americano perdeu a chance de voltar ao topo do ranking ao ser derrotado por Medvedev logo na segunda rodada. O ucraniano foi um dos adversários de Guga em Roland Garros em 97, quando o brasileiro foi campeão. Já Meligeni terá que superar mais um duro obstáculo espanhol se quiser continuar sonhando com o título. Após passar por Felix Mantilla, o "Fininho" terá em Corretja, número seis do mundo, um adversário mais complicado. Meligeni é o 54 do planeta, e a conquista do Aberto da França certamente o colocaria entre os melhores. Se Guga vencer hoje, ficará bem perto do paraíso. Em 1997, ele era o 66º e, com o título, pulou para oitavo. E se faturar o bi, poderá ser pelo menos o terceiro do ranking. A GUERRA EM CALI Com todas as medidas de segurança tomadas, o Palmeiras disputa esta noite o primeiro round da decisão contra o Deportivo Cali. Possivelmente o Alviverde encontrará na ColÃmbia um clima hostil, sempre característico da Taça Libertadores. Para sair do Estádio Pascual Guerrero com um resultado positivo, o Palmeiras precisa ser bem ofensivo - mesmo atuando com dois volantes de marcação

-, ao contrário do que aconteceu contra o River Plate em Buenos Aires, pelas semifinais. Os palmeirenses acham que não sofrerão nenhum tipo de pressão extra-campo. Que os anjos digam amém. Um seqÃestro aconteceu domingo, em uma igreja de um bairro elegante de Cali - sede de um dos cartéis do narcotráfico -, onde cerca de 150 pessoas foram feitas reféns pelo Exército de Libertação Nacional. Mas temos fé em Deus que a guerra será somente no gramado. ASSUSTADOS O maluco calendário do futebol do País está assustando os jogadores brasileiros que atuam no exterior. Alguns deles, convocados para o amistoso com a Holanda, afirmam que o excesso de jogos e a falta de organização das competições têm um peso razoável na decisão de voltar a jogar no Brasil. Não temos dúvidas de que a maratona de competições a que os nossos "boleiros" são submetidos, é a principal a causa de muitos problemas musculares que não são tão comuns em outros países, especialmente na Europa, onde tudo funciona como manda o figurino. DE VOLTA Carlos; Edson, Oscar, Polozi e Odirlei. Com esse setor defensivo, a Ponte Preta foi finalista do Paulistão duas vezes, até meados dos anos 80. Depois, o lateral Edson jogou no Corinthians e Palmeiras, além da Seleção na Copa de 86, no México. No começo desta década defendeu o Noroeste, atuando como volante. Edson Boaro, que estava no Taubaté, onde iniciou a carreira de técnico, está de volta ao Norusca, agora como treinador, com a espinhosa missão de salvar o time do rebaixamento. MUDANDO A monotonia do Grande Prêmio da Espanha, em Barcelona, quando só ocorreram três ultrapassagens durante a prova, deve fazer com que o regulamento da Fórmula-1 seja mudado mais uma vez. PRESSÃO O jornalista Ademir Elias, que vem dando uma força ao LeÃnico, denunciou nas emissoras de rádio um esquema da Liga Bauruense de Futebol Amador para pressionar o clube do Parque São Geraldo. Motivo: um bingo patrocina o LeÃnico, e outro tem ligações com a LBFA. Sou da mesma opinião de Celso Zinsly, de que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não há lei que impeça o clube ter o patrocinador de quiser. Se a Belco tem contrato com uma liga, nada impede que um clube filiado seja patrocinado pela Kaiser. A não ser que o patrocinador da Liga seja o mesmo de todos os clubes do campeonato. Como no final da década de 80, quando a Coca Cola patrocinava a CBF e todas as equipes do Brasileirão.

CUMPRIMENTO

"Em nome de todos os membros da imprensa francana, agradeço os elogios da coluna esportiva deste excelente jornal de Bauru sobre a conquista do basquete de Franca, que parou a cidade por dois dias. Aqui, parecia uma final de Copa do Mundo, no domingo. Ficamos felizes também pelo excelente trabalho que tem sido feito em Bauru, sob o comando de um francano: Guerrinha, o sucessor de Hélio Rubens em Franca". E-mail do colega Vinícius Araújo, do jornal "Comércio de Franca".

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