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Investigação

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Sindicâncias da Prefeitura vão ao MP

Sindicâncias da Prefeitura vão ao MP

Texto: Nélson Gonçalves

Prefeitura Municipal pede à promotoria abertura de inquéritos policiais para investigar atos da gestão anterior

A Prefeitura Municipal de Bauru está solicitando ao Ministério Público a apuração de atos da gestão anterior através de inquéritos policiais, todos relacionados a possíveis irregularidades levantadas em processos de sindicância pela corregedoria geral. O prefeito Nilson Costa (PL) disse, ontem, que todas as denúncias colocadas através da opinião pública serão levantadas e que, no caso de algum indício de irregularidade, a administração municipal vai representar ao Ministério Público para apuração. Somente nesta fase estão sendo enviados ao MP três solicitações de abertura de inquéritos policiais. O prefeito diz que

é seu dever de ofício tomar as providências, mas descarta "caça às bruxas" em relação ao governo anterior.

A informação dada pelo prefeito Nilson Costa também

é uma resposta à matéria, publicada na última segunda-feira, que cobra mais agilidade na finalização da auditoria interna, através do Sindicato dos Contabilistas. O prefeito indica que o levantamento não trará uma radiografia completa de toda a administração, mas o levantamento de apurações feitas em alguns setores. Em relação à demora na apresentação do trabalho, o prefeito lembra que o serviço é voluntário e está sendo feito por um grupo de contabilistas de acordo com a disponibilidade e sem nenhum custo para os cofres públicos. O relatório dos contabilistas deve trazer análises sobre compras efetuadas no DAE, pagamentos feitos a funcionários de medicina na área de saúde e outros tipos de serviços contratados pela administração anterior.

O prefeito comenta que não vai dispensar seu tempo com

"caça às bruxas", ao mesmo instante em que promete não se omitir em relação a tudo que for apresentado ou levantado através da opinião pública. Com a afirmação, Nilson Costa também deixa demonstrado que está descartada a expectativa inicial, quando assumiu pela primeira vez a Prefeitura, de que será apresentada uma radiografia completa em relação

à administração anterior. Para o prefeito,

"as medidas necessárias estão sendo tomadas como as sindicâncias e processos administrativos e o imediato cancelamento de pagamentos e rescisões de contratos onde foi levantado algum indício de irregularidade". Nilson diz, entretanto, que a Prefeitura "já tem muitos problemas e não pode parar exclusivamente para levantamento de questões administrativas dos meses anteriores".

Inquéritos policiais

A Secretaria dos Negócios Jurídicos confirmou que está sendo solicitado ao Ministério Público a abertura de inquéritos policiais para os processos de sindicância concluídos pela corregedoria geral. Um exemplo é o relatório que apurou a publicação do semanário izzista "O Bauruense", com a utilização de equipamentos da administração pública.

No caso do "O Bauruense" a Prefeitura informa que a responsabilidade da jornalista Cátia Carriço, que trabalhou na assessoria de imprensa de Izzo - será apurada em separado em processo administrativo. Entretanto, como outros assessores citados no caso não fazem mais parte dos quadros da administração - como o jornalista Jair Aceituno, o ex-assessor de gabinete, Francisco Roberto Ramos, e o ex-assessor do DAE, Alfredo Mingola -, serão investigados pelo Ministério Público. No caso da publicação semanal, o 1º Distrito Policial já está com inquérito em andamento para apuração do fato. O delegado Marcos Cremonezi está presidindo o inquérito que será remetido à promotoria pública.

O relatório da utilização de vales-compra através da Emdurb também está sendo objeto de avaliação pelo Ministério Público. A corregedoria geral remeteu o relatório para o secretário dos Negócios Jurídicos, Luiz Pegoraro, que já representou ao MP. O mesmo procedimento será adotado em relação à investigação dos contratos firmados com a Pérola Turismo e Bariri Tur. Este caso também está sendo investigado pela Câmara Municipal, através de Comissão Especial de Inquérito

(CEI).

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