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Fechamento de hospital

Luciano Augusto
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Dir-X: problema do Manoel de Abreu é financeiro

Dir-X: problema do Manuel de Abreu é financeiro

Texto: Luciano Augusto

Para o diretor da Divisão Regional do Serviço Único de Saúde (SUS) DIR-X, Flávio Badin Marques, 40 anos, o maior problema do Hospital Manuel de Abreu é financeiro e não apenas na estrutura física do prédio.

Conforme sua explicação, os problemas financeiros se agravaram com o embargo judicial que retém 10% dos valores repassados pelo SUS à Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que controla também a Maternidade Santa Isabel e o Hospital de Base. Tudo motivado pela dívida da AHB com o INSS, que, segundo Marques, está em cerca de R$ 5 milhões.

De acordo com os levantamentos feitos pelo diretor de planejamento da DIR-X, Guilherme Pupo, 41 anos, nos primeiros cinco meses deste ano, a média de faturamento da associação, foi de R$ 758 mil, sendo que no último mês foi de R$ 805 mil. No mês de abril, por exemplo, o faturamento chegou a R$ 917 mil, resultado da soma de R$ 638 mil em internações e R$ 152 mil de atendimentos de urgência e emergência.

Como parâmetro de comparação em relação ao ano passado, Pupo revela que a média de faturamento dos últimos quatro meses de 98, entre internações hospitalares e atendimento ambulatorial, foi de R$ 650 mil.

Marques também frisa que a partir de setembro de 98, a AHB passou a receber uma valorização maior, por parte do SUS, dos atendimentos de urgência e emergência. Com isso, diz Marques, "pÃde aumentar o faturamento e, inclusive, nos últimos dois meses teve superávits, pela primeira vez nos últimos anos". Ainda segundo o diretor regional da DIR-X, o faturamento em relação aos atendimentos particulares também aumentou. "Isso mostra que o hospital é viável", conclui Marques.

Para os diretores da DIR-X, o modo como está sendo apurada a situação econÃmica é que deve ser revisto. Segundo eles, não se pode considerar pura e simplesmente a arrecadação no Hospital Manuel de Abreu e dizer que se tem prejuízo e por isso precisa fechar. "Tem que se pensar a estrutura toda (da associação)", dizem, porque "uma coisa acaba tendo que cobrir outra".

Marques reitera ainda que o Hospital Manuel de Abreu têm sérios problemas em suas estruturas, principalmente com a caldeira que abastece o hospital, mas afirma, por outro lado, que o problema é antigo e "não houve efetivamente uma piora nos últimos dias" que justificasse o fechamento do hospital.

"É preciso fazer uma avaliação conjunta e ver as dificuldades do momento, vendo o que realmente precisa ser desativado e eventualmente manter pelo menos alguns dos leitos para continuar dando atendimento à população", analisa Marques. Essa avaliação serviria ainda para que se iniciasse uma negociação com o Estado para que fossem efetuadas as reformas necessárias no Hospital, cotadas em cerca de R$ 50 mil.

Para a próxima terça-feira, 15 de junho, Marques adiantou que já foi agendada uma reunião com a Coordenaria de Saúde para o Interior, onde a questão será discutida.

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