Poupança mantém investimentos na cidade
Poupança mantém investimentos na cidade
Texto: Márcia Buzalaf
Apesar da queda de R$ 223,78 milhões registrada em maio nos depósitos em poupança de todo o Brasil, em Bauru, houve a manutenção do capital aplicado. De acordo com o gerente de negócios da agência centro do Banco do Brasil, Marcos Augusto Parisi Ticianeli, 28 anos, na capital, o investidor arrisca mais e tende a tirar o dinheiro de uma aplicação quando ela não está sendo tão lucrativa.
"No interior, é diferente, e Bauru costuma ter uma tradição de aplicação em poupança", afirma.
A queda na captação da caderneta de poupança se deve a baixa rentabilidade da aplicação, apesar de ser a única que não tem a incidência do Imposto sobre Movimentação Financeira (IOF) no depósito, de 0,38%.
Em abril, o Banco Central alterou o cálculo para o redutor da Taxa Referencial (TR), que era elevado nos primeiros meses deste ano. Com a mudança, o BC afirma, a taxa de juros paga pela poupança deve ficar equiparada à média da captação dos Certificados de Depósito Bancário (CDB's).
Ticianeli afirma que não perdeu depósitos da poupança, mas também não ganhou - como ocorreu nos primeiros meses deste ano. O que mudou é que outras aplicações ganharam mais atenção de investidores. "Os poupadores continuam na poupança, principalmente aqui, em Bauru", garante.
Mesmo assim, Ticianeli acredita que a captação da poupança no geral deve ter caÃdo, sim. Concorda com ele o gerente adjunto da agência central do Banespa, Vanderley Soares, 40 anos. Segundo ele, apesar de também não ter assistido a nenhuma queda na quantia aplicada da poupança em Bauru, no geral, a queda deve ter sido acentuada.
Os investidores da cidade, na opinião dos dois consultados, também não estão migrando de um investimento para outro.
De acordo com Soares, a poupança é indicada para quem não movimenta muito, mas é poupador. Em sua opinião, quem tem poucos recursos para investir pode continuar optando pela poupança como uma forma segura de manter o dinheiro. Ticianeli diz que o pequeno investidor da poupança
é aquele que tem até R$ 10 mil para aplicar.
Quem tem mais recursos, pode escolher melhor a aplicação. De acordo com Soares, as taxas são negociáveis de acordo com a quantia do investimento e do tempo de aplicação.
"Na poupança, a taxa é fixa, não dá para aumentar", afirma.
Entre as aplicações indicadas por Soares, estão os fundos lastreados em papéis variáveis - para os que arriscam mais - e fixos - para os mais seguros. Apesar da incidência do IOF, os fundos são mais flexÃveis e podem ser alterados de acordo com a quantia depositada. A rentabilidade fica entre 1,2% e 1,7% ao mês.
Os CDB's, na opinião de Ticianeli, também são uma boa alternativa. Apesar da incidência do IOF, o rendimento está entre 1,4% e 1,5%. "O cliente tem preferido o CDB do no lugar da poupança e dos fundos", afirma.
No Banco do Brasil, a recomendação que está sendo dada aos clientes é que mantenham seu dinheiro investido.
"Quem não tem previsão de gasto, deve aplicar para poder ter maior rendimento", explicou. Para isso, o banco está entrando em contato com os clientes que têm dinheiro parado para explicar que qualquer tipo de aplicação
é mais lucrativa do que deixar o dinheiro na conta.