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Campanha salarial

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários da Cesp pararm por 4 horas

Funcionários da Cesp param por 4 horas

Texto: Luciano Augusto

Seguindo os atos agendados do plano de luta dos eletricitários por reajustes salariais, os funcionários da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) de Bauru paralisaram, ontem, os trabalhos na subestação da empresa às margens da rodovia Bauru-Marília.

O ato foi iniciado às 7:30 horas e se encerrou às 11:30 horas, contando com a participação de cerca de 150 trabalhadores.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Energia Elétrica de Campinas (Sinergia Pró-CUT), Francisco Wagner Monteiro, 38 anos, disse que, sendo junho a data-base da categoria, os trabalhadores pedem reajuste salarial seguindo os índices inflacionários do Dieese, participação nos lucros e resultados

(PLR) e prorrogação do acordo coletivo da categoria por três anos, com estabilidade no emprego (um recurso para garantir os empregos dos trabalhadores com a privatização da empresa estatal). Segundo Monteiro, "a principal bandeira

é o emprego".

Para o diretor sindical, "o Governo está radicalizando", oferecendo 0% de reajuste salarial e 0% de PLR. Como explicou, nas outras empresas energéticas que foram privatizadas, ocorreram uma grande quantidade de demissões, como por exemplo na Eletropaulo, onde já foram demitidos mais de 1000 funcionários.

Ele adiantou também que quase 100% das principais áreas da empresa paralisaram suas atividades ontem, numa demonstração de que a categoria está insatisfeita, "podendo até mesmo terminar em greve". O sindicalista disse ainda que as usinas de Jupiá (Mato Grosso), Água Vermelha

(Minas Gerais), Ilha Solteira, Porto Primavera, Bariri, Ibitinga, Barra Bonita e Promissão (todas de São Paulo), estavam com quase a totalidade de suas atividades paralisadas, inclusive as centrais de operações.

No próximo dia 20, os trabalhadores novamente irão interromper as atividades na empresa durante todo o dia. Caso não haja nenhum tipo de acordo com a Cesp, já no dia 30 de junho, Monteiro afirmou que os trabalhadores poderão entrar em greve por tempo indeterminado.

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