Análise do sangue do cão mostrará se a cidade é foco de leishmaniose
Análise do sangue de cães mostrará se a cidade é foco de leishmaniose
Técnicos do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, colheram nesta sexta-feira, dia 11, amostras de sangue de 12 cães na área em torno do caso confirmado de leishmaniose em animal em Bauru, no bairro Higienópolis, região central. O material será submetido a exames laboratoriais no Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo, para que seja confirmada ou não a condição de foco autóctone, isto é, que contamina dentro dos próprios limites municipais, para a cidade. Se houver confirmação, o DSC deverá adotar imediatamente novas providências, segundo anuncia a diretora do órgão, Maria Helena Abreu.
Por enquanto, há apenas a suspeita de que o caso confirmado da doença seja autóctone. Nenhum dos cães da área próxima está apresentando os sintomas, e nem mesmo foi registrada, nas várias pesquisas realizadas até agora pela Sucen, Superintendência do Controle de Endemias (órgão estadual), a existência do mosquito transmissor.
A família que é proprietária do cão infectado mudou-se de endereço, ainda não foi localizada. Na época da confirmação do caso, os donos declararam que o animal freqüentemente os acompanhava até uma chácara nas proximidades do IPVA, Instituto Penal Agrícola, existe a possibilidade de a contaminação ter se dado no local. De qualquer forma, se a contaminação do cão for ratificada, ele terá que ser sacrificado, pois não há tratamento para a leishmaniose em animais.
Os resultados dos exames no Instituto Adolpho Lutz ainda não têm data para ser enviados ao órgão da Secretaria da Saúde. É que há, na frente, dezenas de amostras de sangue canino para serem analisadas no laboratório, encaminhadas pelas autoridades sanitárias de Araçatuba, onde foi confirmado um surto de leishmaniose inclusive com casos em seres humanos. Como existem dúvidas sobre a situação em Bauru, os exames das amostras vindas da cidade poderão ser....
Secretaria da Saúde, através do DSC, disponibilizou agentes, para auxiliar na fiscalização das áreas.
Por outro lado, a Secretaria do Bem-Estar Social cadastrou 200 voluntários, interessados em executar o serviço de limpeza e capinação, nos terrenos baldios. A notificação da Prefeitura, ao proprietário das áreas, vem acompanhada por uma listagem dos nomes e endereços dos cadastrados, para a contratação do serviço. A Sebes encerrou o cadastramento dos interessados, uma vez que, de acordo com Jussara Canela, diretora de Ação Social da Sebes, o número de pessoas cadastradas é considerado suficiente para suprir a demanda de trabalho a ser feito nos terrenos baldios carentes de limpeza. De posse da lista de nomes e respectivos endereços, o proprietário da área vistoriada tem mais facilidade em contratar o serviço e faz a sua obrigação com mais eficiência, contribuindo para a comunidade como um todo.