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Homicídio na chácara

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Família de rapaz morto acredita em cilada

Família de rapaz morto acredita em cilada

Texto: Ieda Rodrigues

A família de Alexandre Henrique da Cruz Silva, 20 anos, morto com um tiro na última terça-feira, acredita que o crime foi uma cilada. O rapaz morreu após receber um tiro de espingarda da caseira Conceição Aparecida Correia Silva, 28 anos, numa chácara dos Sítios Reunidos Santa Maria, localizado na margem da rodovia Marechal Rondon.

No mesmo dia, Conceição se apresentou à Polícia Civil e confessou ser a autora do tiro que matou o rapaz. Segundo ela contou à polícia, Alexandre estava encapuzado e armado com uma faca e pulou na sua frente, na chácara onde ela mora. A mãe do rapaz, Laíde da Silva, 38 anos, o pai, Isaías Cardoso, 44 anos e a mulher, Karina Ap. Cabral, 18 anos, procuraram o JC para dizer que ele não saiu de sua casa encapuzado e com a arma.

De acordo com a família, que acredita que foi armada uma cilada para Alexandre, o capuz e a faca não lhe pertenciam. Karina disse que, no dia do crime, por volta das 5 horas da madrugada, alguém chamou o seu marido na entrada da chácara em que o casal morava. Ele, segundo Karina, levantou-se com a roupa que estava dormindo e foi ver quem era e o que estava ocorrendo.

Karina contou que voltou a dormir, mas logo acordou. Como já era hora de seu marido levantar para trabalhar, não estranhou o fato de ele não estar em casa. Só mais tarde ficou sabendo que ele havia sido baleado e morrido. Apesar de acreditar que seu marido não ameaçou ninguém com faca e nem usava capuz, Karina não acusou Conceição ou qualquer outra pessoa de ser autora do que ela acredita ter sido uma cilada.

A família do rapaz disse que ele não tinha inimizade com ninguém e afasta a possibilidade de ser ele o encapuzado que estaria assustando os moradores do bairro. Ontem, a família iria procurar a polícia para afirmar que o capuz e a faca não pertenciam a Alexandre. Conceição, por se apresentar espontaneamente, não foi presa. Ela responderá, em liberdade, processo por homicídio.

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