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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 4 min

Celulares não sofrem com mudança no DDD

Celulares não sofrem com mudança nas ligações interurbanas

Texto: Márcia Buzalaf

Como a concorrência que altera a forma de fazer ligações interurbanas e internacionais

é apenas para as operadoras de telefonia fixa, nada vai mudar nas ligações dos telefones móveis. Segundo consta, esta informação está sendo ignorada pelas operadoras, que investem nas memorização de seus números. Ela só ser veiculada através da propaganda da própria Agência Nacional de Telecomunicações

(Anatel), que fiscaliza a mudança.

As operadoras e a agência garantem que equipamentos serão comprados, preços barateados e serviços melhorados. Mas, primeiro, os 80 mil usuários do sistema de telefonia fixa precisam saber como fazer as ligações.

As próprias empresas de telefonia celular vão encabeçar as campanhas para esclarecer as mudanças, que não são poucas.

As ligações a cobrar em uma mesma cidade ganham um novo código que vale para todos os estados, o 90. A partir da zero hora do dia 3 de julho, você terá que discar o 9, que continua sendo o código de ligação a cobrar; 0, código da longa distância; 90, o código que vale para todas os Estados em ligações a cobrar em uma mesma cidade, e, só então, o número desejado.

Agora, nas chamadas a cobrar para outra cidade, deve-se apenas acrescentar o 9 antes da fórmula para todas as ligações interurbanas: 0 + código da prestadora

+ DDD da localidade menos o zero + número do telefone.

Nas chamadas feitas do exterior a cobrar no Brasil, o viajante deve discar o 9, seguido do prefixo internacional

(00), mais o código da prestadora de serviço (Bonari

- 23 - ou Embratel - 21), mais o código do Brasil (55), e, então, o código da cidade (DDD sem o 0) e o número desejado. Vale lembrar que a Bonari entra em operação apenas no final do ano.

Todas as ligações a cobrar terão a identificação da operadora pela qual a pessoa está discando. Com isso, pode optar se quer ou não que a ligação através daquela empresa operadora seja completada.

Apenas duas empresas irão operar as ligações do Brasil para o exterior: a Bonari (que usa o código 23) e a Embratel (que usa o 21). As ligações devem ser feitas da seguinte forma: 00 (código internacional)

+ 23 ou 21 (código da prestadora de serviço), + código do país + código da cidade + número do telefone.

As ligações para cidades de uma mesma região, ou seja, que usam o mesmo DDD, deverão ser feitas como as outras chamadas interurbanas, discando o código da cidade sem o zero.

Por exemplo: ligações feitas na região de Bauru, por exemplo, que usam o mesmo DDD, não serão mais diretas: primeiro disca o 0, depois o código da prestadora de serviços, depois o 14

(DDD da região sem o zero), seguido pelo número desejado.

Pelo que foi apurado, em Bauru, o usuário terá que optar pela Embratel (21), Bonari (23, só em dezembro) ou Telefonica (15).

Preços

As operadoras já enviaram suas propostas para a Anatel e devem começar a divulgar seus preços nos próximos dias. De acordo com informações da assessoria de imprensa da agência, as empresas tiveram um teto estabelecido pela própria Anatel para os preços cobrados pelas tarifas e pelos serviços das operadoras.

As operadoras e a agência fiscalizadora terão seus call-centers para atender os usuários e, no caso da agência, para dar informações sobre tarifas, serviços das operadoras.

As ligações feitas no formato anterior ou com algum erro, a ligação é interrompida e automaticamente transferida para o call-center da operadora da área em questão. A telefonista deverá ajudar nas ligações feitas de forma errada.

Mesmo com este aparato todo, prevê-se que o domingo da mudança será de congestionamento nas ligações interurbanas, ligações internacionais e nos call-centers das empresas operadoras.

Os mais graves problemas devem acontecer nos 15 estados juntamente com o Distrito Federal, que usam o mesmo código, e nos 80 municípios da região metropolitana de São Paulo, que usam o código de área 11

(011).

Como tudo começou

A mudança no sistema telefônico tem origem no processo de privatização da Telebrás e da cisão da empresa em regiões e setores. As operadoras que estão disponíveis participaram dos leilões e conseguiram a concessão para operar por regiões. Algumas operadoras não tiveram ainda definição do código e da região que devem operar, como é o caso da operadora espelho da região II, que abrange os estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Acre e Rio Grande do Sul.

Uma comissão especial da Anatel foi formada para fiscalizar e orientar a mudança nas ligações interurbanas e internacionais. Outra comissão, de arbitragem, será a responsável por julgar as possíveis divergências entre as empresas que possam prejudicar o sistema.

(MB)

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