Presidente da CEI diz que Executivo emperra trabalho
Rogério Medina diz que Executivo emperra CEI
Texto: Nélson Gonçalves
Presidente da CEI da carne volta a reclamar contra o não envio de documentos pela Prefeitura Municipal
O presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI)
- que apura possíveis irregularidades na compra de carne
(patinho), feita pela Prefeitura Municipal de Bauru na atual gestão
-, vereador Rogério Medina (PTB), disse ontem que a falta de documentos está emperrando os trabalhos. Rogério Medina reclama que o Poder Executivo ainda não enviou documentos considerados importantes para o prosseguimento dos trabalhos da CEI, como os aditivos do convênio com o Estado e o fluxo de caixa da conta vinculada. Para Rogério Medina, a demora no envio de documentos está inviabilizando a análise pelos membros da comissão.
Mesmo depois de 30 dias da CEI ter sido iniciada, a Prefeitura Municipal ainda não cumpriu com o envio de documentos solicitados, reclama o presidente da comissão. "O prefeito está emperrando os trabalhos. A comissão não tem condições de ultrapassar nem a primeira etapa, de análises de documentos, porque o Poder Executivo não nos envia o que solicitamos. Ou o Executivo tem intenção de amarrar os trabalhos ou não tem os documentos que estamos solicitando", indaga Medina. O prefeito Nilson Costa não concorda. Ele disse que todas as informações solicitadas foram cumpridas e que a CEI tem elementos "mais que suficientes" para prosseguir em sua avaliação. Nilson disse que o vereador tem condições para marcar depoimentos e concluir os trabalhos mas está querendo polemizar. "Se não tivesse os aditivos, como ele indica, o Estado não teria repassado a verba da merenda para a Prefeitura. E o aditivo apenas ratifica as condições anteriores do convênio. Esses documentos o vereador já tem em mãos. Portanto, ele fez uma acusação de superfaturamento então que prove e não fique tentando postergar", comenta o prefeito.
O presidente da CEI aponta que, além de não enviar os aditivos do convênio, de 1998 e 1999, a Prefeitura ainda não enviou a movimentação da conta vinculada, aberta especificamente para a compra da carne para a merenda escolar". Rogério Medina ainda faz um apelo para que o prefeito municipal interceda no sentido de atender o pedido de informações, em regime de urgência, para que a CEI possa ter prosseguimento.
"Mandaram centenas de documentos até agora, mas muita coisa sem numeração, fora de ordem, e até sem rubrica do departamento competente", finaliza.
Apesar da CEI sobre a compra de carne, na Câmara Municipal, a Prefeitura já encerrou sindicância interna onde concluiu que a compra foi regular. O corregedor geral, Darcy Bernardi, presidiu a sindicância. Seja qual for o resultado da CEI do Legislativo, já está claro que alguns pontos relevantes da operação foram analisados de forma passageira na sindicância municipal. Certo ou errado, esses pontos agora podem completar a apuração da compra de carne para a merenda escolar.