Geral

Polícia civil

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Diretor do IC visita Bauru e detecta carência material e pessoal

Diretor do IC visita Bauru e detecta carência material e pessoal

O diretor do Instituto de Criminalística (IC) da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São, Paulo Valdir Santoro, fez ontem uma inspeção no núcleo

(a antiga Polícia Técnica mais o Instituto Médico Legal) de Bauru. Segundo ele, a visita levará uma radiografia de como está a situação na cidade, para que seja traçado um plano para o Interior Paulista. A expectativa

é de que ainda neste ano o quadro de funcionários seja recomposto.

Santoro disse que a visita está acontecendo em todo o Interior do Estado. "Entendi que seria fundamental o contato com o Interior para procurar saber as necessidades, a demanda. Nós pretendemos elaborar e enviar ao superintendente um documento que contenha as reivindicações, uma radiografia do Instituto. Vamos verificar os boletins estatísticos, a relação patrimonial e a frequência dos funcionários", explicou.

Ele enfatizou que a visita é mais do que simplesmente carimbar o livro. "Estou fazendo um balanço do que foram os 15 primeiros meses de diretoria no Instituto de Criminalística. Queremos saber onde estão as nossas carências", disse.

A prioridade para o núcleo de Bauru, segundo Santoro, é o desfalque no quadro de funcionários. No último ano, aposentaram seis peritos e dois fotógrafos. Como há cinco anos não há concurso, as vagas não foram preenchidas. "Estão acenando com a possibilidade para um concurso ainda neste ano, no segundo semestre. Precisamos de um concurso que preencha as vagas existentes e crie novas, porque há um aumento crescente da criminalidade e, por consequência, um aumento no trabalho do Instituto", opinou.

Além da carência de pessoal, Santoro frisou que a frota já está cansada. "Há necessidade de substituição, o quanto antes. Isto já está sendo estudado pelo secretário da Segurança Pública", afirmou Santoro. Ele lembrou que há um projeto, em parceria com a USP, para montar no núcleo de Identificação Criminal da Capital um laboratório de fonética forense.

Ele enfatizou que na Capital o IC está bem equipado. "O ideal seria equipar todo o Interior. Enquanto isso não

é possível, estamos nos colocando à disposição do pessoal para qualquer assessoramento", disse.

Na opinião de Santoro, o Instituto de Criminalística não está tentando mudar sua imagem perante à sociedade. "Não diria mudança de imagem porque ela não existe. Nós somos anônimos", disse. Ele acha que a seqüência de casos que necessitaram da presença e do laudo da perícia é que fizeram a Imprensa descobrir o trabalho do instituto. "A morte dos bebês na Santa Casa de Guarulhos, a chacina de Francisco Morato e outros fizeram com que a Imprensa descobrisse o nosso trabalho", detalhou o diretor do IC.

Ele explicou que o trabalho do perito é fundamental. "Esse trabalho ajuda a Justiça. Em que pese o fato do juiz não ficar preso ao laudo, via de regra, ele vai julgar com base na conclusão do perito, porque isso foge ao conhecimento dele", afirmou.

Comentários

Comentários