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Patrimônio histórico

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Condepac é reativado depois de 3 anos

Codepac é reativado depois de 3 anos

Texto: Adriana Amorim

Uma reunião realizada ontem na Secretaria Municipal de Cultura definiu a reativação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Codepac) de Bauru, que estava com os trabalhos paralisados desde o final de 96. A entidade volta

às atividades com promessa de tombamento de até oito imóveis históricos ainda este ano.

O Codepac é ligado à Secretaria de Cultura e tem como função lutar pela manutenção do patrimônio histórico da cidade, criando mecanismo para que isso seja feito. A falta de incentivo durante a gestão do prefeito Antonio Izzo Filho afastou os representantes de setores da comunidade que integravam o Conselho, colaborando para a desativação da entidade.

Ontem, todas os segmentos que fazem parte do Conselho foram convocados. Aqueles que não têm representantes atualmente na entidade indicarão os nomes que serão encaminhados para análise do prefeito Nilson Costa, responsável pela nomeação através de decreto.

Participaram da reunião representantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade do Sagrado Coração

(USC), Secretaria de Cultura, Secretaria do Planejamento (Seplan), Câmara Municipal, setor Jurídico da Prefeitura Municipal e Departamento do Patrimônio Histórico.

A secretária da Cultura, Josefina Fraga, diz que a decretação dos nomes será feita rapidamente. No dia 20 do próximo mês será realizada a primeira reunião do Codepac, que terá como pauta a legislação que rege os tombamentos. Segundo ela, há vazios na lei que algumas vezes dificultam o trabalho do Conselho.

Tombamentos

O Codepac volta às atividades prometendo também reavaliar os processos de tombamento de 32 imóveis indicados pela entidade durante a administração do prefeito Tidei de Lima. "Vamos retomar a análise dos processos e a gente vai dar início ao tombamento daqueles considerados viáveis", afirma a secretária de Cultura. Ela diz que a meta do Conselho é atingir seis a oito tombamentos ainda neste ano.

Um dos imóvel indicados pela entidade já recebeu parecer favorável ao tombamento, autorização dada pelo setor jurídico da Prefeitura. Trata-se de uma casa que pertenceu a um supervisor da Noroeste, atualmente de posse da Livraria Jalovi. O tombamento só não foi decretado porque ainda corre um processo para desmembramento do terreno onde está localizado.

"Existe interesse em retomar os tombamentos, mas sempre com cautela, considerando-se as condições do Município e analisando sem precipitação", salienta Josefina. A intenção do Codepac é iniciar um trabalho de conscientização da população, transmitindo informações sobre o processo de tombamento e esclarecendo dúvidas.

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