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Inverno

Redação
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Frio antecipado aumenta os casos de gripe no PAI

Frio antecipado aumenta os casos de gripe no PAI

A chegada antecipada do frio este ano provocou um aumento maior no número de atendimentos de crianças com gripe em relação ao mesmo período de anos anteriores. O termômetro é o Pronto Atendimento Infantil (PAI), que registrou uma diferença de cerca de 20% em comparação ao ano passado.

Tradicionalmente, os casos de gripe e de doenças respiratórias de um modo geral dobram durante o inverno. Segundo o PAI, nos meses de temperatura elevada as doenças respiratórias, por exemplo, representam cerca de 20% dos atendimentos. Com o frio, essa porcentagem dobra.

Este ano, no entanto, esses índices cresceram ainda mais. O aumento de casos tem uma explicação. Os vírus, que durante os períodos de temperatura elevada permanecem

"adormecidos", entraram mais cedo em atividade este ano. Isso porque o frio chegou em pleno outono, trazendo a umidade e as condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento deles.

"A maior incidência de casos geralmente começa a acontecer agora, mas este ano nós já constatamos esse aumento com uma boa antecedência", explica o diretor do PAI, o pediatra Felinto dos Santos Neto.

As crianças são consideradas grupos de risco, apresentando mais facilidade para contrair as doenças porque até os 5 anos de idade ainda estão com o sistema imunológico em formação. No caso de doenças respiratórias provocados por vírus, as denominadas viroses, não há providência a ser tomada a não ser aguardar que o próprio organismo se encarregue de expelir os germes, o que acontece entre três ou cinco dias. A dica, no entanto,

é para que sejam tomados cuidados, como ingerir bastante líquido, dormir e comer adequadamente.

O pediatra Felinto Neto explica que alguns sintomas podem mostrar que há necessidade de cuidados médicos. Uma deles

é a febre alta. "Mas via de regra a orientação

é para que os pais procurem o médico quando a febre permanecer por 48 horas", diz. A alteração na respiração, cansaço e desânimo também são indícios de que houve complicações.

Vacina

Felinto Neto ressalta também que não existe nenhuma relação da grande incidência de casos de gripe com a vacina aplicada contra a doença. "Muita gente está dizendo que foi só tomar a vacina que pegou gripe, mas não é nada disso", afirma. Ele explica que a eficácia da vacina é comprovada, mas a imunização só evita certos tipos de vírus. Por isso, a pessoa vacinada pode contrair gripe causada por vírus não combatidos pela dose.

"Mesmo assim a imunização é vantajosa porque, sem a vacina, talvez a pessoa tivesse pego um tipo de gripe muito mais séria e chegado até a ter complicações, como pneumonia". O médico ressalta também que a pessoa pode contrair outros tipos de doenças respiratórias, que por terem sintomar parecidos com os da gripe, são confundidos.

(AA)

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