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Aumento dos combustíveis

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Postos de Bauru devem repassar reajuste integral

Postos em Bauru devem repassar reajuste integral

Texto: Márcia Buzalaf

De acordo com o sindicato da categoria, o Sincopetro, o reajuste de 18% autorizado pelo Governo Federal às refinarias deve ser repassado integralmente ao preço dos combustíveis para o consumidor final, apesar do governo anunciar uma previsão de repasse de 10%. Nos dados oficiais do reajuste acumulado deste ano, a gasolina já subiu 23,96% a partir dos preços da refinaria. Com o diesel, o reajuste deve ser de 17%.

Em Bauru, durante o último final de semana, o preço da gasolina nos postos de revenda de combustíveis em Bauru teve um reajuste médio de 6%, sem qualquer autorização do governamental. Apesar disso, alguns estabelecimentos continuaram a praticar os mesmos preços de antes, e o litro do combustível foi mantido a R$ 0,939 em algumas revendas.

A grande maioria dos postos manteve as placas de preços obrigatórias por lei em branco. "O preço está variando muito, não dá para acompanhar a mudança na placa", disse o proprietário de um posto que preferiu manter-se no anonimato.

Um consumidor também anônimo procurou o jornal assustado para dizer que, com o reajuste deste final de semana, os preços estavam iguais nas revendas de Bauru. A reportagem percorreu alguns postos da cidade e notou diferença de preços em alguns estabelecimentos.

A variação dos preços dos combustíveis diminuiu um pouco com o novo reajuste, justificado pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo

(Sincopetro), Davilço Graminha, 43 anos, como sendo um repasse do aumento de custo das próprias distribuidoras. Segundo ele, as grandes distribuidoras, como a Esso, a Ipiranga e a Texaco, reajustaram o preço do álcool pela elevação nos custos.

Um dos componentes do reajuste no preço da gasolina praticado somente em Bauru neste final de semana é o próprio reajuste no litro do álcool. O álcool anidro representa 24% do total do preço da gasolina e, segundo Graminha, o preço do álcool passou de R$ 0,36 para R$ 0,46, um aumento médio de 27,77%.

Em Bauru, o preço da gasolina está variando 6,4%. O litro mais barato do combustível na cidade encontrado pela reportagem foi de R$ 0,939, e, o mais caro, de R$ 0,999. A maioria dos preços encontrados para o litro da gasolina giram em torno de R$ 0,977, R$ 0,979, R$ 0,989. Se for aplicado o reajuste integralmente, o litro da gasolina comum mais barato deve subir para R$ 1,10 e, a mais cara, para R$ 1,18.

Já o preço do litro do álcool mais barato encontrado na cidade foi de R$ 0,459, e, o mais caro, de R$ 0,599. O preço do álcool está apresentando uma variação de 30,5% na cidade, entre o maior e o menor valor cobrado pelo revendedor, girando em torno de R$ 0,479. Por isso, mantém-se o alerta: vale a pena pesquisar antes de abastecer o veículo, pois ainda há diferença de preço em alguns postos da cidade.

O aumento no preço dos combustíveis, na opinião de Graminha, é conseqüência de vários fatores, entre ele, o reajuste no preço do álcool e o aumento da fiscalização tributária nos postos de combustíveis.

Na opinião dele, a mudança de comportamento começou com a reunião realizada em Brasília, em 12 de maio, onde foi entregue um documento para políticos e representantes do setor atestando que o governo perde R$ 1 bilhão com os problemas tributários do setor de combustíveis.

Gás de cozinha sobe "pelo menos" 18%

As distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo

(GLP), o gás de cozinha, também devem repassar o reajuste integral autorizado pelo governo. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Interior de São Paulo, Luiz Carlos Afonso, 31 anos, o reajuste deve ser de 18% "se não foi maior". Segundo ele, o setor vem acumulando perdas com os últimos reajustes autorizados pelo governo.

Dessa foram, o gás de cozinha no caminhão passa de R$ 14,50 para R$ 17,11 e, no balcão, de R$ 13,00 para R$ 15,34.

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