Caixa abre linha e crédito para condomínios
Caixa abre linha de crédito para condomínios
Texto: Paulo Toledo
A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou, ontem, uma linha de financiamento inédita no País, que vai ajudar as pessoas que moram em condomínios a realizar reformas ou ampliações de moradias e instalações comerciais. Júlio César Scaramuze de Toledo, 41 anos, superintendente do Escritório de Negócios de Bauru da Caixa, explica que as agências da região já estão prontas para o recebimento de propostas. Segundo ele, em nível nacional, R$ 200 milhões estão disponíveis para esse tipo de operação neste ano. Os condôminos pagarão o financiamento em até 36 meses, com juro de 1% ao mês mais a TR.
A nova linha da Caixa vai financiar a chamada cota-extra, que normalmente torna as taxas mensais muito caras. O financiamento para as obras será pago em prazos mais longos e os condôminos poderão dividir as prestações. Toledo afirma que o financiamento vai atingir o menor dos valores entre o dinheiro todo necessário para fazer a reforma ou ampliação ou o limite da capacidade de endividamento dos moradores.
O programa vai viabilizar, especialmente, as obras mais caras, como pintura de fachadas, reparos nos sistemas de eletricidade e de água, construção de guaritas para porteiros e seguranças, troca do sistema de aquecimento ou ampliação das instalações comuns.
As associações do setor estimam que existam 170.000 condomínios em todo o País. A Caixa estima que a nova linha de crédito vai proporcionar um benefício direto a 5,4 milhões de pessoas que moram em condomínios de todo o País. Além disso, também vai gerar cerca de 20 mil empregos em toda a escala da construção civil.
Se a procura for superior aos R$ 200 milhões disponíveis para 1999, a Caixa vai mobilizar novos recursos para apoiar os financiamentos. Para conseguir o empréstimo, o condomínio deve aprovar a obra em assembléia e levar a ata a uma agência da CEF.
O financiamento começa a ser pago 30 dias após o término da obra. O dinheiro do financiamento será liberado em parcelas mensais, de acordo com o andamento da obra.
Os condôminos não podem ter restrições junto à CEF. A garantia é o aval solidário ou taxa de risco (uma espécie de seguro que é contratado junto à Sasse).