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Tarifa de água

Adriana Rota
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DAE estuda reajuste da tarifa

DAE estuda reajuste da tarifa

Texto: Adriana Rota

O Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE) está realizando um estudo de atualização tarifária após 22 meses de estabilidade nos preços. O aumento, ainda sem valor definido, deve vigorar a partir de julho, sendo computado na conta do mês seguinte. De acordo com a presidência da autarquia, a necessidade de um reajuste já vem sendo percebida há algum tempo, mas o ponto determinante foi a alta dos combustíveis e da energia elétrica.

O presidente do DAE, Flávio Uchoa, explicou que a orientação do prefeito Nilson Costa (PL), quando o convidou para o cargo, foi que antes do aumento de qualquer tarifa fosse feito um saneamento do funcionamento do órgão, de modo que fossem eliminadas todas as posturas de gestão que pudessem estar indicando despesas inadequadas. Caso a conclusão fosse uma baixa lucratividade, que estivesse emperrando os investimentos, recursos adicionais teriam de ser captados através de uma elevação de tarifa.

"Nós já estamos na fase conclusiva desse processo de saneamento, devendo conclui-lo no dia 30 de junho, e já temos indicadores de que o DAE realmente necessita de uma atualização tarifária, o que não ocorre desde agosto de 97. Nesse momento, temos dois vetores que vão fazer com que a gente acelere essa decisão: o reajuste dos combustíveis e da eletricidade, que pesam muito na composição de custos do DAE. O combustível, porque todo nosso serviço

é feito na rua. A eletricidade, porque são equipamentos elétricos que fazem a captação, a produção e a distribuição da água. São despesas adicionais que nós vamos ter de compensar para manter o DAE equilibrado e avançar na nossa capacidade de investimento", ponderou.

Uma equipe especial foi designada para realizar o estudo da atualização tarifária. A idéia é que seja finalizado até o dia 15 de julho, de modo que já em agosto as modificações apareçam nas contas. Após a conclusão dos trabalhos, os resultados serão submetidos

à apreciação do prefeito. Por enquanto, Uchoa prefere não arriscar um percentual de reajuste, aguardando o final da atuação dos técnicos. Mas ele assegura que tudo será feito pensando-se no componente social, "trabalhando de modo que se ofereça uma tarefa suportável para a comunidade, porque esse é um governo com visão social que sabe do cenário de desemprego, de contenção de salários".

Questionado se existe um temor dentro da autarquia de que o número de inadimplentes cresça, Uchoa considera improvável, já que a população carente, principal atingida pelas medidas, pode continuar contando com a chamada Tarifa Social, que garante a isenção do pagamento da conta para as famílias que consomem até cinco mil litros de

água.

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