Geral

Comentário econômico

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Economia&Negócios

Economia&Negócios

Paulo Toledo

Sucesso silencioso

Sem fazer alarde, uma empresa brasileira abocanhou 60% do mercado de autopeças elétricas para reposição, em meio a uma das piores crises do setor. A Indústria Marília de Autopeças, de Guarulhos, utiliza robôs em sua linha de produção. Em 98, investiu R$ 4 milhões em pesquisa e tecnologia e planeja aplicar mais R$ 5 milhões nestas áreas. O sucesso silencioso está atraindo os olhares das montadoras recém-instaladas no País, que buscam parceiros para nacionalizar suas peças.

Conhecido

O nome Marília é muito conhecido junto ao mercado de reposição, aquele que resolve os problemas dos milhões de carros usados que rodam hoje pelo País. Neste ano, a empresa estará investindo cerca de 25% de seu faturamento - estimado em R$ 24 milhões - em pesquisa, tecnologia e modernização de seus equipamentos. Em 98, o faturamento da Marília foi de R$ 20 milhões.

Reposição

O mercado de reposição pode não ter o glamour do fornecimento às grandes montadoras, mas movimenta anualmente, só no segmento de peças para reposição, cerca de R$ 3 bilhões, valor que poderia ser bem maior não fosse o absurdo volume de peças ilegais circulando.

Investimento

A Volkswagen/Audi está investindo R$ 100 milhões na construção de uma estamparia, com capacidade para produzir até 16 mil peças/dia. É na estamparia que os carros começam a nascer: as chapas de aço passam por prensas de seis estágios (etapas), onde são cortadas e moldadas, transformando-se em portas, tetos, capôs etc. A unidade, inaugurada em janeiro, produz o Golf e o Audi A3.

Itautec

A Itautec ficou em primeiro lugar no ranking do IDC dos maiores fabricantes de micros no Brasil no primeiro trimestre. O salto, num mercado que estava em baixa, se deve às vendas do modelo TransGlobe, a opção mais econômica da empresa, e hoje em dia também a mais vendida. Para ficar em primeiro lugar, a Itautec não teve de propriamente estourar em faturamento.

Papel

O maior fornecedor mundial de papel cuchê de pasta química

('woodfree') desembarca no Brasil. A South African Pulp and Paper International (Sappi) inaugura escritório em São Paulo, em julho, para cuidar de perto dos clientes locais, que já representam vendas de 30 mil toneladas por ano para a empresa.

Crescimento

Enquanto, no resto do mundo, o mercado de papel cuchê tem crescido a uma média de 8% ao ano, no Brasil, de 1995 para cá, o crescimento foi de 19%. Suas importações estão na casa das 2 mil toneladas mensais, depois da acomodação do dólar entre R$ 1,70 e R$ 1,80. A empresa também veio acompanhar a reorganização do setor de papel no Brasil.

Scanner

A norte-americana NCR Corporation, empresa que atua na prestação de serviços na área de automação comercial, anunciou que está investindo US$ 1 milhão para iniciar a produção de scanners no Brasil. Os produtos, que até então eram importados dos Estados Unidos, passarão a ser produzidos localmente a partir do próximo mês.

Parceria

A NCR Brasil firmou uma parceria com a Solectron, uma das maiores indústrias mundiais de serviços de manufatura eletrônica, para a produção inicial dos novos modelos de scanners e, mais adiante, de outros equipamentos que serão comercializados pela NCR Brasil. A produção será feita na fábrica da Solectron, localizada em São José dos Campos.

Comentários

Comentários