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Carro a álcool

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Carro à álcool garante lucro no mercado de usados

Carro a álcool garante lucro no mercado de usados

Texto: Luciano Augusto

A diferença no preço do álcool em relação a gasolina, que está em praticamente 100%, provocou grande aumento na procura por veículos usados movidos a álcool. Carros de até R$ 6 mil, do período de 82 a 90, quando a produção de veículos a álcool foi grande no País, são os mais procurados. Depois de anos em baixa, o mercado de veículos a álcool está voltando com força, pressionado, principalmente, pela diferença no preço do combustível e pelo aumento no preço dos veículos novos. Mesmo com este aumento na procura por usados a álcool, as revendas dizem que o mercado está estável, porque as vendas de veículos a gasolina caíram. Na Líder Automóveis, de Mário Henrique Pristura e Paulo Fernando Ariede, a procura por carros a álcool representa cerca de 70% de todo o volume de carros negociados no mês, que fica entre 15 e 20 unidades. Já os veículos a gasolina ficam com os outros 30%. "Tem muita gente também que está transformando os motores de gasolina para álcool", complementa Mário Henrique Pristura. Ele afirma ainda que, como os carros a álcool são mais antigos, eles geralmente precisam passar por reformas. Isso provocou uma diminuição na margem de lucro das revendas. A recessão econômica também contribuiu na diminuição do lucro. Willians Quirino de Andrade, proprietário da Rally Automóveis, reafirma que, com os últimos aumentos da gasolina, a procura por veículos usados a álcool deu um salto quantitativo. Tanto que, para ele, este ano está melhor do que no ano passado.

"Deu uma melhorada nos últimos 15 dias", revela Élder Wilson Silva, gerente da Feira do Automóvel. A maior procura é por veículos mais baratos, de até R$ 6 mil, e, "acima disso, são os carros de mil cilindradas" e o cliente procura pela diferença no preço. Mesmo com o maior consumo médio dos carros a álcool, os carros com este tipo de combustível gastam perto de 30% a mais, a diferença no preço nas bombas dos postos de combustíveis atrai cada vez mais compradores. A maior procura já surtiu efeito no preço do carro usado. Silva diz que o preço do carro já subiu, desde o início do ano, cerca de 5%. E este aumento na procura também se refletiu na oferta de carros para serem repassados. "As lojas não estão encontrando carro para comprar", aponta Élder Wilson Silva. Na opinião de Eliseu Gonçalves Lopes, proprietário da revenda de usados Free Veículos, que vende cerca de 20 carros por mês, "o mercado não está nem bom e nem ruim, está estável". Esta estabilidade foi provocada pela "facilidade de se vender o carro a álcool hoje". Ele conta que de cada 10 carros que são vendidos na loja, oito são a álcool. Ele criticou a posição do governo de que os combustíveis poderiam sofrer alterações mensais, tanto para maior quanto para menor, dependendo da variação no preço do petróleo no exterior. Para Lopes, "este Governo está acabando com o País".

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