Dia do telefonista é comemorado hoje
Dia do telefonista é comemorado hoje
Texto: Adriana Rota
Telefonistas de todas as empresas aguardam uma ligação sua. Dessa vez, não somente para fazer a ponte entre seu interesse e da pessoa que está do outro lado da linha ou prestar informações, mas para receber os parabéns, porque hoje é dia deles.
O telefonista não precisa cursar uma faculdade ou cursos específicos, necessariamente, para atuar na função. Apesar disso a procura tem sido intensa por cursos como o oferecido pela empresa Complemento, que em oito sábados, com quatro horas de duração cada, oferece as noções básicas para quem almeja qualificação nessa
área.
Muitas empresas, como a Telefonica, não exigem formação de seus candidatos, optando por um treinamento próprio. De acordo com a supervisora do setor de atendimento, Maria Tereza B. Feitosa, 42 anos, os 84 atendentes recebem cerca de 600 chamadas em seis horas de trabalho, cada um. O trabalho obedece a padrões internacionais, que determinam uma espera não superior a 10 segundos quando o telefone toca e um atendimento de, no máximo, 30 segundos, tempo suficiente para satisfazer o cliente.
Maria, que começou atuar na área em 1974, afirmou que ao longo dos anos a tecnologia vem facilitando o trabalho do telefonista. "Hoje, uma ligação interurbana pode ser completada em cerca de 50 segundos. Naquela época, havia locais em que a demora era de seis horas". O ambiente de trabalho também modificou, segundo ela. "Ficou menos militar. O relacionamento de trabalho é mais produtivo agora". Outro diferencial é a maior participação masculina, embora a procura ainda seja pequena.
Segundo Andréa R. Tosta de Oliveira, 24 anos, recepcionista que atua também como telefonista há quase 10 anos, o básico para se sair bem na profissão é nunca deixar de lado a educação, a simpatia e, principalmente, a calma. "Se eu ligar para algum lugar e a pessoa me tratar mal, eu desligo na hora. Além disso, a telefonista pode
'queimar o filme' da empresa se não atender direito", ensina. Rapidez, organização e capacidade para decorar ramais também são qualidades desejáveis.
De acordo com o diretor regional do Sindicato dos Telefônicos, José Carlos Guicho, 43 anos, a luta hoje é por um salário superior aos R$ 413,00 pagos hoje por uma jornada de 36 horas semanais. Embora seja comum o acúmulo de funções dentro das empresas, ou seja, secretárias e recepcionistas atuando como telefonistas, o quadro desse profissional vem se mantendo inalterado. Para ele, os avanços tecnológicos também não ameaçam a categoria.