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Comentário político

Redação
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Nada a declarar

Paulo Madureira, presidente da Câmara de Bauru, se negou a falar sobre as denúncias lançados pela Adeciba a respeito das sessões extras realizadas pelo Legislativo. Apesar de não ser um problema só de sua gestão, ele é quem deveria tentar arrumar uma satisfação para dar à sociedade. Mas se omitiu.

Somente na boa...

Tem sido comum essa prática em alguns parlamentares - a de só falar quando o assunto é bom para ele e de fácil digestão pela opinião pública. Ocorre que a instituição que Madureira lutou para presidir foi alvo de um questionamento sério. Seus pares devem estar na ânsia de uma posição plausível

à população.

Extinção dos adjuntos

O vereador Toninho Garmes cobrou o prefeito Nilson Costa sobre a extinção dos cargos de secretários-adjuntos. Embora a administração municipal não tenha preenchido as respectivas vagas até o momento, Garmes considera fundamental o encaminhamento de projeto de lei que regularize o assunto.

Nova cobrança

Quando assumiu a Prefeitura pela primeira vez, Nilson atendeu os vereadores e enviou projeto para a extinção das funções, o qual foi retirado por Izzo Filho quando do seu retorno após a primeira cassação. Agora, o Executivo volta a ser cobrado para que o projeto seja, enfim, aprovado na Câmara.

Direitos iguais

O vereador Lucrécio Jacques, do PPB, saiu em defesa da extensão de benefícios para os ferroviários que se tornaram funcionários públicos após 1969. O presidente FHC nega a isonomia aos que entraram na carreira depois dessa data. Jacques está junto com o deputado Paulo Paim (PT), nesta matéria.

Bico no meio

Mas o pepebista reclama que o deputado tucano Léo Alcântara, do Ceará, meteu o bico no meio e alegou inconstitucionalidade no projeto do petista. A saída para os ferroviários fica sendo a Justiça, com uma ação a ser assinada pela Associação dos Pensionistas da categoria.

Shows em haver

A nota sobre shows com meio cachê já pagos pela Prefeitura, veiculada ontem na coluna, pode ser a saída para que o governo municipal promova pelo menos um show de grande porte durante as comemorações de aniversário da cidade, em agosto.

Patrocínio privado

O encarregado desta tarefa pelo prefeito Nilson Costa, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Roberto Rufino, está levantando o que já foi pago pelos shows de Simone e Chitãozinho e Xororó para ver se viabiliza o restante do dinheiro na iniciativa privada.

Água no feijão

Para engrossar o calendário dos eventos dos 103 anos da cidade, já que não haverá dinheiro para promover muita coisa, a Prefeitura está liberando o acesso para as entidades, públicas ou privadas, que vão realizar eventos no final de julho e mês de agosto.

Bom exemplo

O prefeito de São José do Rio Preto, Liberato Caboclo, decidiu reduzir, a partir de julho, os salários de seus 15 secretários municipais e de 120 contratados em cargos de confiança. O salário de secretário caiu de R$ 5,4 mil para R$ 3,58 mil. A redução é para evitar demissões no quadro de servidores de carreira.

Prefeitura enxuta

Apesar de Bauru praticamente se equiparar em tamanho com Rio Preto, os secretários daqui ainda devem ganhar menos que os de lá, mesmo após os cortes. Porém, a Prefeitura de Rio Preto tem bem menos funcionários do que a de Bauru: 3.450. Fica aí mais uma evidência do inchaço do quadro local, que tem por volta de 1.500 funcionários a mais.

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