AHB escolhe empresa para projeto do Manoel de Abreu
AHB escolhe empresa para projeto do Manoel de Abreu
Texto: Paulo Toledo
A empresa bauruense Arquitel, do engenheiro Antônio Zecca Filho, teve sua proposta considerada como vencedora para realizar o projeto pata reforma do Hospital Manoel de Abreu. Para fazer o projeto elétrico, civil e o topográfico, a Arquitel vai cobrar R$ 13,65 mil.
Reinaldo Silvestre Rocha, 42 anos, diretor da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), mantenedora do Manoel de Abreu, destaca que o projeto deverá ser entregue em cerca de 40 dias. Mais duas empresas participaram da carta-convite: uma de São Paulo que cobraria R$ 24,6 mil e uma de Bauru que propôs R$ 39 mil pelo serviço.
Rocha diz que a intenção é agilizar o projeto, porque o Governo do Estado se comprometeu a liberar a primeira parcela dos R$ 420 mil destinados à reforma do Manoel de Abreu. O cronograma é 15 de julho, de agosto e 15 de setembro.
Assim que o projeto estiver pronto, serão realizados novos convites para as construtoras que poderão executar os serviços. Na abertura da proposta do projeto participaram o diretor da Divisão Regional do Serviço Único de Saúde (DIR-X), Flávio Badin Marques; Reinaldo Rocha; Carlos Ruiz, representando a diretoria da AHB; o engenheiro da AHB, Salvador Aversano; e um representante de cada uma das empresas de Bauru.
Covas
O deputado estadual Pedro Tobias (PDT) encaminhou ao governador Mário Covas (PSDB) um pedido para que o Estado volte a fazer repasses mensais para a AHB. O parlamentar lembrou que, no ano passado, Covas havia autorizado o repasse de R$ 150 mil mensais, por seis meses, o que ajudou a Associação.
Pedro Tobias solicitou a Covas que o Estado faça um repasse de R$ 400 mil por mês. Ele lembra que a entidade bauruense vem realizando mais atendimentos do que vários hospitais universitários, como o de Botucatu, Catanduva e Marília, que são melhores remunerados. Além disso, alguns desses hospitais têm a folha de pagamento custeada pelo Governo do Estado.
Para se ter uma idéia, em janeiro, a AHB apresentou para recebimento 1.573 Autorizações de Internações Hospitalares (AIHs), enquanto a Fundação Municipal Ensino de Marília (Hospital Universitário) apresentou 688 AIHs; a Fundação Padre Albino (Catanduva) apresentou 1.007; e o Hospital das Clínicas de Botucatu apresentou 1.089, ou seja, o que trabalhou mais apresentou 484 AIHs a menos do que a AHB.
No mês seguinte a apresentação foi a seguinte: AHB 1.241; Marília 591; Catanduva 870; e Botucatu 1.154. Em março dos números são: AHB 1.947; Marília 679; Catanduva 970; e Botucatu 1.294. Novamente, naquele mês a AHB atendeu mais, numa diferença de 653 internações a mais do que o segundo colocado na comparação.
Tobias disse que os números dos atendimentos da AHB são um forte argumento para que o Estado volte a fazer repasses de dinheiro para a entidade. Para ele, se o Estado dá mais possibilidades aos hospitais universitários, que recebem menos pacientes, também deve olhar para a AHB, que atende muito mais tem hospital de alta complexidade e, além disso, recebe os pacientes da região.