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Redação
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CPI da Novoeste depende da Mesa da AL

CPI da Novoeste depende da Mesa da AL

A Comissão Parlamentar de Inquérito

(CPI) para apurar denúncias relativas à operação da ferrovia Novoeste, registrada na Mesa da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo pelo deputado estadual Carlos Braga (PPB), 32 anos, permanece na mão do presidente da Casa, Wanderlei Macris (PSDB), para deliberar juntamente com os outros membros da mesa, se será colocada em discussão e votação em plenário. A previsão

é de que, se isso ocorrer, pois depende da vontade da Mesa Diretora da AL, só será no segundo semestre.

De acordo com Braga, a maioria das cidades afetadas mandaram ofícios dando apoio à instalação da CPI e solicitando urgência no assunto. O parlamentar encaminhou o assunto para o presidente da Assembléia e para as lideranças dos partidos. Além disso, segundo informou, ele fez novo pronunciamento na tribuna solicitando a instalação. Em abril, o parlamentar conseguiu a assinatura de 37 dos 94 deputados no requerimento, cinco além do mínimo exigido.

Braga disse que, agora, a questão da CPI ir a votação é uma deliberação exclusiva do presidente da assembléia. Atualmente, existe em funcionamento a CPI da Telefonica e mais outros 14 pedidos de CPI nas mesmas condições do que a da Novoeste, que está em sexto lugar. A última que entrou foi a da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), pedida pelo deputado Paulo Teixeira (PT). "Pela situação política da casa, com a cassação do deputado Hanna Garib e a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias

(LDO), o mais provável é que fique para o segundo semestre. A minha função eu fiz, mas, infelizmente, o poder regimental está na mão do presidente", afirmou, destacando que continuará tentando a instalação até esgotar todos os caminhos.

No dia 15 de abril, em pronunciamento na Assembléia, Carlos Braga apontou inúmeras irregularidades relativas à operação da Novoeste, sugerindo que os deputados as apurassem.

Para Carlos Braga, as informações obtidas sobre a Novoeste são preocupantes, em razão do estado de abandono que estaria o patrimônio da União utilizado pela empresa. A queixa do parlamentar é, principalmente, em relação ao trecho que se localiza no Estado de São Paulo, que corta muitas cidades em seu perímetro urbano, já que os trilhos também se estendem até Corumbá (MS) e Ponta Porã (MS).

O pedido de CPI foi motivado pela seqüência de acidentes ocorrida, em março e abril, ao longo da linha da Novoeste, comprometendo a segurança da população das cidades e dos funcionários da ferrovia.

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