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Defesa da mulher

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

DDM tem aumento de 43% nas ocorrências

DDM tem aumento de 43% nas ocorrências

Texto: Adriana Amorim

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) registrou no primeiro semestre deste ano um aumento de 43,5% no número de ocorrências em comparação ao mesmo período do ano passado. Nos seis primeiros meses de 98 foram recebidas 1.182 ocorrências e, neste ano, 1.696.

Para a delegada titular da Delegacia, Rejani Borro Ortiz Tiritan, a maior quantidade de casos não está relacionada apenas ao aumento da violência. Ela acredita que a população está mais consciente dos seus direitos e passou a recorrer

à DDM com mais frequência.

"A Delegacia também já está há um bom tempo na cidade e é mais conhecida". A delegacia diz que, como não dispõe de campanhas de divulgação, os serviços prestados pela Delegacia muitas vezes chegam ao conhecimento da comunidade através de pessoas que já passaram pelo atendimento.

Rejani não descarta os efeitos da crise econômica no aumento das ocorrências. Ela relaciona também o aumento da população ao maior número de casos. Em todos os seis meses deste ano a DDM registrou uma quantidade maior de ocorrências em comparação ao mesmo período do ano passado. A maior diferença aconteceu em abril. Em 98 foram anotados 187 casos, enquanto este ano ocorreram 316.

O aumento gradativo, no entanto, não é exclusividade deste ano. Segundo dados da DDM, o crescimento vem sendo notado desde 95. Naquele ano a Delegacia registrou 2.397 ocorrências, 2.477 em 96, 2.987 em 97 e 3.504 em 98. "A tendência indica que, pelo número já anotado até agora, este ano teremos um número ainda maior que o do ano passado", acredita Rejani.

As lesões corporais continuam ocupando o primeiro lugar no ranking das ocorrências com maior incidência. Mas, assim como acontece nos demais tipos de ocorrência, 99% delas não saem da denúncia. No caso das lesões,

é necessário que a vítima faça a representação para que seja instaurado o inquérito.

"A maioria desses casos envolve pessoas com grau de parentesco e por isso a vítima acaba não voltando para dar sequência", explica a delegada. "Como os envolvidos percebem que nenhuma previdência é tomada, continuam agindo". Outra dificuldade encontrada pela DDM se refere

à obtenção de testemunhas, pessoas que possam servir como prova dos crimes. Esse tipo de dificuldade não

é enfrentada apenas em relação à lesão corporal, mas também em outros tipos de ocorrências.

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