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Treinamento

Rita de C. Cornélio
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Bombeiros simulam vazamento de amônia

Bombeiros simulam vazamento de amônia

Texto: Rita de Cássia Cornélio

O Corpo de Bombeiros de Bauru realizou ontem, próximo da Universidade Paulista (Unip), uma simulação de vazamento de produto perigoso. Mais de 20 homens participaram do exercício, que visa treinar e aperfeiçoar o homem para uma situação real.

Toda a simulação foi acompanhada pelo sub-comandante do Corpo de Bombeiros, major Maurício de Campos. "Por ser um acidente raro em nossa região, treinamos os homens através de simulação. Neste tipo de exercício, medimos o tempo de atendimento, mas a maior preocupação fica por conta do uso das técnicas e dos equipamentos adequados", disse.

O major enfatiza que a simulação mostra se o bombeiro está tomando a atitude correta no momento exato em que ela precisa ser tomada. "Analisamos quais os procedimentos adotados para evitar o envolvimento pessoal daqueles que estão atendendo a ocorrência", explicou.

O treinamento e aperfeiçoamento de técnicas é uma preocupação do comando, segundo o major. "Temos consciência da nossa necessidade e do nosso serviço. Temos percebido que o número de ocorrências tem aumentado e que os cursos, estágios e treinamentos são, cada vez mais, necessários. Uma equipe foi para São Paulo e repassou o conteúdo para os demais bombeiros do Interior", contou.

O sub-comandante revelou que um bombeiro de Bauru deve, em data a ser definida, fazer um curso nos Estados Unidos. "O bombeiro do Estado de São Paulo está bem equipado e treinado", disse. Ele ressaltou que a dificuldade maior é fazer a manutenção das viaturas importadas. "Dependemos da Prefeitura", revelou.

Simulação

A simulação, realizada ontem pela manhã numa vicinal da rodovia Marechal Rondon, foi de um acidente entre uma Brasília e um caminhão carregado de amônia. O choque entre os veículos teria deixado a vítima, o motorista, preso nas ferragens, próximo do vazamento do gás.

Defesa Civil, Polícia Rodoviária e cipeiros de várias empresas participaram do exercício. O capitão Rúbio Galharim, que coordenou os trabalhos, explicou que a amônia

é uma gás irritante e asfixiante, o que determinou a retirada imediata do motorista da Brasília. "Estamos analisando todos os procedimentos. Tempo de atendimento, método de aproximação e o isolamento da área", explicou.

Os bombeiros saíram do posto do Distrito Industrial e próximo ao local tiveram que verificar a direção do vento.

"Ele tiveram que decidir rapidamente qual o caminho a fazer. Se ficassem em um local inadequado, provavelmente receberiam o gás trazido pelo vento", relatou. Roupas apropriadas e equipamentos importados foram usados no exercício.

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