PII adota rigor para controlar a população carcerária
PII adota mais rigor para controlar a população carcerária
Texto: Rita de Cássia Cornélio
No próximo dia 15 vence o prazo estabelecido pelo coordenador da Coespe, Lourival Gomes para nomear um novo diretor para a penitenciária II de Bauru. Até ontem, nenhum nome de Bauru estava cotado para assumir o cargo. Há grandes possibilidade que o novo diretor venha de outro estabelecimento penitenciário do Estado de São Paulo.
A junta administrativa que está na direção do presídio já promoveu várias mudanças e segundo, Wilson Elorza Júnior, diretor da PI, a reação foi positiva e a situação está sob controle.
"Três funcionários foram afastados do trabalho junto aos presos porque suspeitamos que eles pudessem estar levando alicates e outras ferramentas para o interior da penitenciária. Como não havia provas, tivemos que colocá-los em outro tipo de trabalho."
Elorza Júnior diz que os funcionários estão proibidos de entrar nas dependências da cadeia. "Estão trabalhando na parte externa." Outra medida imediata tomada pela junta foi a transferência de 37 presos. "Aqueles que estavam influenciando os demais ou aqueles que tinham o poder de comando foram transferidos. Espalhamos os 37 presos por todo o sistema."
Os presos que ficaram também estão participando da nova gestão administrativa. "Implantamos uma série de normas disciplinares." A rigidez imposta pela junta fez os presos se sentissem mais seguro. "Os presos também estavam inseguros. Os desobedientes sofrem punições."
A nova filosofia de trabalho da junta administrativa proibe o trânsito de presos nas galerias, faz bate-grade duas vezes ao dia e vistoria diária nos alambrados.
A falta de funcionários na PII foi contornada com a ronda motorizada. "Dois funcionários com uma viaturao fazem a ronda noturna na parte externa do presídio. Eles contornam o prédio a noite toda dando enfâse a parte dos fundos da penitenciária onde as fugas ocorriam."
O rigor na revista das visitas e um reforço no policiamento externo foram providências tomadas pela Junta Adminsitrativa composta pelos diretores da PI, IPA e Penitenciária de Pirajuí; Wilson Elorza Júnior, Edilson Valim e Antonio Paulo Veronesi.
Para contrabalancear a rigidez na disciplina um dos diretores da junta atende 30 presos diariamente. "Todos os dias atendo 30 presos. Eles procuram ajuda para agilizar os processos ou pedem para que a diretoria entre em contato com seus advogados e parentes. Alguns pedem para trabalhar porque querem remissão de pena."
Na avaliação de Elorza Júnior a esperança de melhora na vida do preso faz com que ele se comporte e passe a respeitar mais as normas da penitenciária.