Preço da gosolina é igual em 60% dos postos
Preço da gasolina é igual em 60% dos postos
Texto: Márcia Buzalaf
Pesquisa realizada pelo Procon revela que, depois do último reajuste, o litro da gasolina é o mesmo em 60% dos postos da cidade
Em pesquisa realizada pelo Procon, órgão de defesa do consumidor, ligado à Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebes) de Bauru, dos 80 (???) postos de Bauru, 45 apresentam preços similares. Segundo o advogado do Procon, Luiz Alan Barbosa Moreira, 44 anos, 60% destes postos estão cobrando R$ 1,15 pelo litro da gasolina comum à vista. A variação entre o menor e o maior preço é de 3,51%, variando entre R$ 1,14 e R$ 1,18 o litro à vista.
A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 30 de junho e 1.º de julho, em todas as regiões da cidade. Ao todo, foram consultados oito postos da zona oeste, 13 na zona leste, 13 na zona sul, cinco na zona norte e 16 no centro, somando 45 revendas.
Os sucessivos reajustes no preço da gasolina acumulam neste ano 23,96% a partir dos preços da refinaria, segundo dados oficiais do governo. Em Bauru, entre o preço praticado no início de fevereiro - R$ 0,79 - e o que atualmente vigora na maioria dos postos - R$ 1,15 -, o aumento é de 45,57%
(veja quadro).
Ainda segundo informações do Procon, a variação no preço do litro do álcool na cidade é de 25,65%. O menor preço encontrado foi de R$ 0,46 e, o maior, de R$ 0,57. Segundo
Moreira, 33,34% dos postos de revenda de combustíveis na cidade estão praticando o mesmo preço.
Na questão da gasolina aditivada a vista, a diferença entre os preços é de 21,57%. O menor valor encontrado pelo Procon foi de R$ 1,15 e, o maior, R$ 1,398.
Evolução no preço da gasolina em Bauru
Mês / Menor preço / Maior preço / Diferença
Fevereiro / R$ 0,79 / R$ 0,85 / 7,5%
Março / R$ 0,85 / R$ 0,98 / 15,2%
Abril / R$ 0,93 / R$ 0,99 / 6,4%
Junho / R$ 0,91 / R$ 0,95 / 4,39%
Julho / R$ 1,14 / R$ 1,18 / 3,51%
* Informações retiradas do arquivo de matérias do JC
Procon cobra placas do SincoPetro
O advogado do Procon, Luiz Alan Barbosa Moreira, e o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo
(Sincopetro), Davilço Graminha, tiveram uma reunião, ontem, para discutir a sinalização obrigatória nos postos de revenda de combustíveis. De acordo com portaria do Governo Federal na semana passada, os postos devem informar em placas, além dos preços, a origem dos combustíveis que revendem.
Moreira diz que, há três semanas, muitos postos estão sem a placa demonstrativa dos preços. "Pode ser até que o Procon de SP venha para Bauru ver a questão", disse o advogado.
O representante do SincoPetro afirmou que, no máximo em sete ou dez dias, os postos devem colocar as placas informativas.
Outra questão abordada na ocasião foi os reajustes consecutivos promovidos pelos postos de revenda de Bauru, um antes do reajuste oficial e, outro, depois do anúncio do Governo de reajustar em 18% o preço dos combustíveis a partir da refinaria. Se for considerado que o preço praticado por alguns postos antes dos aumentos ainda era de R$ 0,939, e o preço médio atual é de R$ 1,15, os dois reajustes somam uma diferença de preço de 22,47%.
Moreira diz que o sindicato afirma que os reajustes foram para cobrir uma defasagem de preços que Bauru vinha tendo e o reajuste no preço do álcool, que compõe a gasolina, de aproximadamente 27%. O álcool anidro representa 24% do total do preço da gasolina. (MB)