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Lixo tóxico

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 2 min

Semma recebe lixo domiciliar tóxico

Semma recebe lixo domiciliar tóxico

Texto: Adriana Rota

Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente

(Conama), aprovada na última semana e que deve ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, determina que fabricantes e importadores recebam de volta pilhas e baterias de celular usadas a partir de janeiro de 2000, evitando que esses materiais, tóxicos, contaminem a natureza. Em Bauru, a Secretaria do Meio Ambiente (Semma) já está recebendo esse tipo de lixo há dois meses para dar a devida destinação.

Lâmpadas fluorescentes, tintas, tonner (corante orgânico), medicamentos vencidos, embalagens de inseticidas e outros aerosóis, também entram no programa de entrega voluntária. Por enquanto, o lixo tóxico deve ser entregue na própria secretaria, que fica na rua Nuno de Assis, 14-60 (prédio da Prefeitura), em horário comercial. Um esquema de armazenamento adequado está sendo estudado em parceria com a Unesp de Botucatu.

Posteriormente, o lixo acumulado será encaminhado para as empresas

que o produziram ou importaram. É com elas, também, que o secretário do Meio Ambiente de Bauru, José Ricardo Gracia, pretende firmar acordos para viabilização de recursos, principalmente para elaboração de material educativo e de recipientes para acondicionamento.

O perigo desses materiais é que, jogados no aterro sanitário ou abandonados no solo, eles penetram chegando até o chamado lençol freático, uma camada superficial de terra que acumula água em seus poros, contaminando-o. As pilhas, por exemplo, contêm níquel, cádmio e chumbo, metais pesados prejudiciais à saúde. No caso das lâmpadas fluorescentes, o perigo maior é que, depois de quebradas, elas passam a emitir gás mercúrio, poluente do ar.

Vidágua

O Instituto Ambiental Vidágua também deverá servir como posto de coleta desses materiais, mas seu secretário executivo, Rodrigo Agostinho, prefere aguardar a publicação definitiva do Conama no Diário Oficial da União. Segundo ele, essa precaução deve-se a outras medidas semelhantes, relacionadas ao meio-ambiente, que acabaram não sendo colocadas em prática por pressão de empresas e acordos políticos.

Precauções

É preciso cuidado na convivência diária com os materiais tóxicos, que devem ser conservados longe do alcance das crianças, por exemplo. Nenhum tipo de bateria ou pilha pode ser aberto, porque o contato com os metais pesados

é perigoso para a saúde. As embalagens de aerosóis têm de ser manipuladas cuidadosamente, sem furos ou pancadas, porque a pressão pode causar explosões. Quanto às lâmpadas fluorescentes quebradas, o contato direto causa contaminação por mercúrio.

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