Advogada apresenta álibi de estupro em Pederneiras
Advogada apresenta álibi de estupro em Pederneiras
Texto: Marcos Zibordi Representante acredita na inocência do seu cliente, antes principal suspeito e, agora, em liberdade
Sandra Mara Freitas, 34 anos, advogada do pedreiro Vilson da Silva, 30 anos, acredita que o alvará de soltura que o libertou, com base em exames de DNA, é a prova cabal de sua inocência. Livre desde o dia 5 de julho, Silva passou nove meses detido como principal suspeito de ter estuprado Josiane Cristina Garcia, de 11 anos, em outubro do ano passado. A advogada apresenta fatos que, segundo ela, comprovam que Silva estava em Bauru no dia e hora do crime, e diz ter testemunhas que comprovam os fatos e a inocência de seu cliente.
Contrariamente à história que serve de base para as investigações policiais até agora, a advogada, que está há três meses no caso, diz ter recolhido provas testemunhais de que seu cliente não estava em Pederneiras na hora e local do crime.
Ela conta que Silva estava num bar de Bauru, no Jardim Carolina, na noite anterior ao crime, por volta de 11 horas da noite. Desse bar, ele teria ido com mais duas mulheres de carona até o Bailão 2000, também em Bauru. As mulheres já prestaram depoimento e confirmaram a história.
Por volta de 30 minutos do dia 18, Silva já estaria dentro do baile. Ele teria ficado no local se divertindo, na companhia de "Joãozinho", um funcionário da casa que lhe fez companhia por quase toda a noite. O funcionário também prestou depoimento e confirmou a história. No começo do dia, por volta de 6 horas da manhã, Silva estava com uma mulher morena. Pouco depois, às 7h30 da manhã, Silva teria tomado um café, junto com a acompanhante, na padaria Paraíso dos Pães, na praça Machado de Melo, em Bauru.
Segundo a advogada, a balconista da padaria recolheceu Silva, através de fotografia, como sendo o mesmo homem que tomou o café naquela manhã. "A esposa dele mostrou a foto para a moça e a balconista lembrou que ele esteve lá". Este reconhecimento teria ocorrido há um mês. O depoimento da balconista deve ocorrer nos próximos dias.
Segundo a advogada, Silva passa por uma situação psicológica terrível. "Ele não consegue andar sozinho, tem medo de todo mundo, acha que não tem perspectiva de vida e só chora. O maior problema que ele está enfrentando é a inocência dele ser provada para todo mundo. Ele quer andar de novo de cabeça erguida".
A advogada lembra que uma mulher em Pederneiras foi quem disse ter visto Silva na cidade na manhã do crime. Ela não prestou depoimento legal. Outra pessoa, que alega ter visto Silva comprando uma passagem de ônibus para Bauru por volta de 9 horas da manhã, no dia do crime, prestou depoimento formal de sua versão.
Ante a prova do DNA, feita numa Universidade de categoria, e o laudo que exclui a possibilidade do sêmem analisado ser o Silva, além da concessão de sua liberdade, "não tem nem como, tanto que a liberdade dele está aí para provar que ele é inocente totalmente", diz a advogada. Ela disse que Silva deve pedir uma indenização ao Estado por danos morais.
"Existe um culpado. Resta a polícia descobrir quem
é o culpado. O inocente estava pagando pelo culpado. Provou-se a inocência do meu cliente. Tenho certeza de que a polícia deve chegar ao autor", finaliza a advogada.
Josiane Cristina Garcia teria completado 12 anos ontem.