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Cârgos municipais

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Nilson não vai mais extinguir adjuntos

Nilson não vai mais extinguir adjuntos

Texto: Josefa Cunha

O prefeito Nilson Costa voltou atrás na questão dos secretários-adjuntos e disse que não pretende mais encaminhar projeto de lei à Câmara visando a extinção dos cargos. A mudança de postura deverá render boa polêmica pelo menos por dois motivos. Primeiro, porque a atitude de Nilson quebra, em tese, seu empenho em enxugar a máquina; segundo, porque poderá soar como uma disputa de forças com o vereador tucano Antonio Carlos Garmes, cobrador insistente do referido projeto e que despontou esta semana como seu mais novo desafeto.

A extinção dos cargos de secretários-adjuntos vem sendo discutida desde que Nilson Costa assumiu a Prefeitura pela primeira vez. Na época, por conta dos desmandos verificados na administração izzista, Nilson levantou a bandeira da moralização e impôs à sua equipe a adoção de uma política irrestrita de enxugamento. De sua parte, uma das providências tomadas foi o encaminhamento de um projeto acabando com os adjuntos. A atitude, sem dúvida, quis comprovar as verdadeiras intenções do governo que se iniciava em meio à turbulência política.

A iniciativa de Nilson, entretanto, não chegou a surtir efeitos. Logo depois de ser reintegrado ao cargo por força de decisão do Tribunal de Justiça, Antonio Izzo Filho retirou o projeto do Legislativo, ainda que sob críticas de parlamentares e setores de oposição.

Desde que Nilson voltou ao Palácio das Cerejeiras, no início de fevereiro, as cobranças para o reencaminhamento do projeto vinham pipocando nos bastidores da Câmara. No início, uma trégua foi aberta para que outras questões fossem resolvidas pela administração - principalmente a recuperação dos estragos das chuvas - , mas a cobrança da extinção dos adjuntos retornou à pauta no rastro de outras críticas.

Na última sessão do Legislativo, Toninho Garmes cobrou o retorno do projeto à Casa para a aprovação

"mais do que atrasada". Os ânimos da administração, no entanto, são outros e a matéria deve continuar parada no Executivo. "Eu reavaliei essa questão e decidi manter os cargos", afirmou Nilson, categórico.

Em sua opinião, o vereador não precisa se preocupar, já que os cargos continuam sem titulares e, por isso, não estão onerando os cofres municipais. "As despesas com secretários-adjuntos são zero hoje na Prefeitura e não temos, por ora, a intenção de preencher essas vagas. No início, eu realmente pretendia extingui-las, mas repensei o assunto e cheguei à conclusão de que posso vir a precisar de um desses cargos mais adiante. Por isso, preciso tê-los à disposição", justificou.

Para Nilson, a Câmara teve a oportunidade de acabar com os cargos, uma vez que o projeto tramitou por mais de um mês na Casa antes de Izzo Filho retirá-lo. De qualquer forma, o prefeito fez questão de frisar que a prerrogativa de tal mudança é do Executivo e "que não vai adotar essa ou aquela medida apenas pelo fato de estar sendo cobrado". "O Garmes quer administrar sem ser prefeito e isso eu não posso admitir", cutucou, abrindo espaço para mais um episódio de confronto com o vereador tucano.

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