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Reestruturação do sistema viário

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

População reclama da demora de circulares

População reclama da demora de circulares

Texto: Adriana Amorim

O primeiro dia da reestruturação do sistema viário de Bauru deixou a avenida Rodrigues Alves com um aspecto diferente e causou insatisfação dos usuários do transporte coletivo. Com 112 ônibus a menos em circulação, a população ficou mais tempo nos pontos e acabou tendo transtornos.

A diminuição da frota nas ruas vai acontecer todo final de semana e feriados. Aos sábados, dos habituais 217 carros em circulação, passam a trabalhar apenas 156. Hoje é o primeiro domingo em que vão circular 102 dos 156 ônibus que anteriormente ficavam à disposição da população.

Com menos ônibus nas ruas, a avenida Rodrigues Alves, por onde passa a maioria dos circulares, estava ontem com um trânsito mais livre. Mas, enquanto as mudanças beneficiaram os motoristas, os usuários do transporte coletivo ficaram insatisfeitos.

Os intervalos entre os carros da mesma linha estão maiores e por isso houve acúmulo de pessoas nos pontos. "É a população que paga pelo erro dos outros", disse o vendedor Cícero Batista Garcia. Ele acredita que os ônibus ficarão mais lotados e que as pessoas vão correr mais risco de ser furtadas por precisar esperar nos pontos por mais tempo.

A dama de companhia, Vilma da Silva, é moradora do Núcleo Gasparini e diz que ontem pela manhã já enfrentou o circular mais lotado que habitualmente. Os carros da linha da qual é usuária estão circulando agora a cada 25 minutos em vez do 15 minutos anteriores. No início da tarde, ela aguardou mais de meia-hora para voltar para a casa.

Para a empregada doméstica Leli Aparecida Gotardo, a alteração foi sinônimo de atraso. Ela sabia da mudança de apenas duas das três linhas utilizadas por ela diariamente. "Fiquei esperando que a outra passasse porque era a única que teria o horário melhor para mim", explica. Não foi o que aconteceu. O ônibus demorou e ela chegou uma hora atrasada no emprego. "Minha patroa entendeu, mas fui eu que sai prejudicada porque o trabalho ficou todo atrasado".

Os costumeiros cinco ou dez minutos de espera no ponto, ontem chegaram a dobrar no caso da promotora de vendas Gislaine Pereira. Ela acredita que a população não foi bem informada e que a organização do sistema viário poderia ter sido feita de uma forma que não prejudicasse os usuários.

Segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural

(Emdurb), o enxugamento foi necessário para que não houvesse prejuízo para o usuário. A explicação da empresa é de que os custos foram ampliados nos últimos 3 anos devido a transposição e criação de linha sem critério. Segundo a Emdurb, se essa medida não fosse tomada, haveria necessidade de aumento da passagem para R$ 0,90.

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