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Reintegração de funcionários

Luciano Augusto
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Bancários "assa o touro", hoje, em frente ao Santander

Bancários "assa o touro", hoje, em frente ao Santander

Texto: Luciano Augusto

Como a reunião, na última quinta-feira em São Paulo, entre representantes do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e região a diretoria de Recursos Humanos do Banco Santander sobre a reintegração de cinco funcionários demitidos em Bauru foi infrutífera, o sindicato resolveu "assar o touro", que é um dos símbolos do banco espanhol. Os sindicalistas irão distribuir panfletos para a população, além de outras surpresas.

A reunião no Centro Administrativo Santander (Casa) foi agendada para discutir a reintegração de cinco funcionários do Banco Santander que foram demitidos por causa do processo de fusão das duas agências do banco na cidade em apenas uma. A agência Santander da esquina das ruas Virgílio Malta com Primeiro de Agosto (antigo Banco Geral do Comércio

- Bangeral) será fechada e os serviços e clientes transferidos para a agência da rua Primeiro de Agosto (antigo Banco Noroeste).

O diretor do Sindicato dos Bancários Marcos Aurélio Silvestre, que esteve presente na reunião juntamente com Leonilda Campos e Adalberto Mendes, afirmou que o banco se mantém irredutível em relação à revisão da demissão dos bancários. De acordo com o sindicalista, a diretoria de RH do banco alega que as agências serão fundidas por causa da proximidade entre as duas agências e que, seguindo estudos do próprio Santander, houve a necessidade das demissões.

O sindicato, por outro lado, argumentou que o banco, sendo um dos maiores da Europa e contando com cerca de 65 mil funcionários, poderia absorver estas cinco demissões. "Em primeiro lugar deveria se ver a lucratividade do banco. Como o Santander

é um banco mundial, ele teria condições de absorve-las", complementou Silvestre.

Outro ponto de argumentação foi a possibilidade de transferência de uma das agências para a região da Praça Portugal. A resposta do banco, segundo Silvestre, foi de que no momento não havia estudos para viabilizar este deslocamento.

"O sindicato inicia amanhã (hoje) um processo de denúncia da postura do Santander, demonstrando o papel dos Bancos estrangeiros no Brasil, sobretudo o Santander, que sabiam ser próximos um banco do outro". Conforme o sindicalista, já ocorrem fusões deste tipo em Jundiaí, Presidente Prudente e Londrina "e o resultado foi desastroso para a comunidade e para os bancários".

O banco assumiu apenas o problema do convênio médico para os demitidos, cumprindo a convenção coletiva da categoria bancária.

A reportagem do JC tentou entrar em contato telefônico com a diretoria de RH do Banco Santander em São Paulo mas nenhum funcionário atendeu às ligações.

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