Economia & Negócios
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Márcia Buzalaf
Ale em Bauru
Mais uma distribuidora de combustíveis vai chegar a Bauru: a Ale. O empresário agressivo que vai trazer a marca para Bauru, em um posto localizado na avenida Nações Unidas, afirma que deve derrubar os preços na cidade. A Ale faz parte do grupo Asamar, que tem 67 anos no mercado de cimento. Em combustíveis, a Ale atua desde 96. O faturamento da empresa em 98 foi de R$ 140 milhões e, em 99, a previsão
é mais do que dobrar este número, que deve chegar a R$ 360 milhões.
Investimento
A Ale tem 86 postos no Brasil, sendo que a maior parte é franqueada. O plano da empresa é chegar a 200 postos neste ano e 700 até 2003. A empresa tem contrato com a Petrobras para o fornecimento de 49 milhões de litros por mês de combustível, que pode ser aumentado. O empresário que vai trazer a marca para Bauru afirma que vai entrar para arrebentar o mercado. Precisa. É uma vergonha ter investigação sobre formação de cartel em uma cidade que tem 80 postos de combustíveis.
CEF
A CEF anunciou, ontem, a transferência de R$ 107,9 milhões de dividendos do ano de 98 para o Tesouro Nacional. No ano passado, o banco reverteu R$ 101,5 milhões relativos ao ano anterior. O lucro líquido da CEF em 98 foi de R$ 387 milhões e, para este ano, a meta é atingir R$ 800 milhões, apesar do sonho da instituição é mesmo chegar no R$ 1 bilhão de resultado. A renegociação de contratos habitacionais é a base do aumento de arrecadação. Serve de registro para que não se pense em privatizar uma estatal assim, que dá lucro de verdade.
Francal
A Francal parece que superou as expectativas para a feira. A 31.ª edição da feira de calçados superou aquela realizada no ano passado para as indústrias do Interior. A comercialização da Claudina, fábrica de sapatos de Jaú, superou em 18% a do ano passado. A Opananken Antistress, de Franca, teve um crescimento de vendas em relação a Francal do ano passado de 5%. O novo presidente da Abic, que foi empossado durante a feira, afirmou que o setor deve investir na exportação.
Aprendendo de longe
O ensino à distância já estão com amplo desenvolvimento na cidade. Em Bauru, o economista Reinaldo Cafeo disponibiliza, em seu site, um curso à distância sobre diversos tópicos de economia voltados para empresários, estudantes e interessados. Depois de fazer inscrição em determinado módulo, o aluno recebe as aulas via Internet e também pode usar a rede para fazer perguntas e levantar discussões.
Outros setores
Os alunos do curso são de todo o Brasil, segundo Cafeo. O enfoque é tanto de exemplos vivos de empresas quanto de explicações teóricas sobre temas da economia. O maior objetivo agora é ampliar a atuação dos cursos através de parceiras, e disponizá-los, também, para a área de Recursos Humanos, Comunicação e Produção, inicialmente.
Banco de negócios
A Fiesp/Ciesp montou um banco de dados de negócios e oportunidades, com informações cadastrais de produtos e serviços oferecidos pelas empresas. O objetivo é dar mais visibilidade para os setores, através de consulta pela Internet. o banco vai permitir pesquisa através de palavras-chaves, razão social, ramo de atividade, município, produtos e serviços. O site da Fiesp é: www.fiesp.org.br.
Competitividade
Cingapura, Estados Unidos e Hong Kong são os três países mais competitivos do mundo. A análise foi feita através de uma classificação anual do World Economic Forum, o organizador do famoso foro de Davos. Cingapura ocupa o primeiro lugar de 59 países, como no ano passado. Hong Kong desceu da segunda para a terceira posição e os Estados Unidos subiram do terceiro para o segundo lugar no ranking.
Quesitos
O índice que serve para a classificação leva em conta a abertura das economias consideradas, o governo, as finanças, a infra-estrutura, a tecnologia, a administração, a mão-de-obra e as instituições. Entre os dez primeiros lugares, Taiwan, Canadá, Suíça, Luxemburgo, Reino Unido, Holanda e Irlanda recheia a lista.