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Maus-tratos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Crami descarta maus-tratos em criança amarrada a berço

Crami descarta maus-tratos em criança amarrada a berço

Texto: Ieda Rodrigues

O Centro de Registro e Atenção aos Maus-Tratos à Infância (Crami) visitou, ontem, a família da menina que foi encontrada, pela polícia, amarrada a seu berço anteontem à noite. A assistente social do órgão, Rosimeire Cristina Alves, não encontrou nenhum indício de maus-tratos a menina, de 1 ano e 7 meses, e nem a seus dois irmãos maiores, de 3 e 6 anos. As três crianças estavam na casa sozinhas. O caso foi registrado pela Polícia Civil como abandono de incapaz.

Os exames mostraram que a menina não apresentava nenhuma lesão e que estava saudável. A assistente social explicou que o Crami fará visitas quinzenais à família, para orientar a mãe, Viviane Toledo Pires Carriom, a cuidar das crianças e verificar como elas estão.

Rosimeire ressaltou que, ontem, a mãe estava muito abalada com o que aconteceu e reafirmou que não amarrou sua filha. Viviane deixou as três crianças, para levar exames ao médico, sob os cuidados de sua avó, que teria ido embora antes da chegada da mãe. Quem teria amarrado a menina ao berço seria um dos irmãos.

A assistente social explicou que trata-se de uma família bastante pobre e com pouca informação e, por isso, o Crami dará orientações à mãe sobre como cuidar das crianças. Algumas das orientações

é para que ela, quando precisar sair de casa, deixe as crianças sob os cuidados de uma pessoa responsável, não permita que as crianças saiam às ruas sozinhas nas ruas, entre outras.

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, explicou que o caso, por enquanto, não cabe à sua pasta. Como foi registrado boletim de ocorrência, deve ser instaurado inquérito policial para apurar a denúncia. Enquanto isso, o zelo pela segurança da criança cabe ao Conselho Tutelar, que informou que já está tomando providência.

A vice-presidente do Conselho Tutelar, Bernandete Baccini, explicou que nenhuma conselheira acompanhou o caso da menina, anteontem

à noite, porque estavam providenciando alimentos a cerca de 40 crianças dos sem-terra, que haviam acabado de sair da fazenda Val de Palmas e acampar no Horto de Aimorés.

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