PM vai coibir possíveis saque do MST
PM vai coibir possíveis saques do MST
Texto: Fabiano Alcantara
A ameaça do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
(MST) em promover saques e bloqueios nas rodovias da região de Bauru deixou a PM em novo estado alerta. De acordo com o comadante do 4º Batalhão, tenente-coronel Antônio Sérgio Marsola, a polícia vai coibir os possíveis saques.
"A PM não vai admitir que esse grupo tire a tranqüilidade de Bauru. Vamos fazer de tudo para que a população continue levando a sua vida com tranquilidade", disse.
Segundo ele, as declarações do líder do MST Adailton Manoel da Silva, publicadas ontem no Jornal da Cidade, configuram crime.
"Ele está fazendo apologia do crime, incentivando as pessoas a cometer um crime. Isso é crime também", afirmou.
O líder dos sem-terra afirmou que os acampamentos estão sem comida há quase dois meses e que os sem-terra não descartam a possibildade de realizar saques nas rodovias, na Conab ou em supermercados.
"Ele que não venha fazer provocações de saque que nós não vamos admitir. Quem saquear vai preso", afirmou o tentente-coronel.
No caso dos bloqueios, Marsola disse que a polícia pode usar força policial para fazer cumprir a lei.
De acordo com o comandante, no entanto, a PM vai tentar resolver os conflitos com diálogo.
"Não perdemos, em hipótese alguma nossa característica de conduzir a coisa sem confronto, sem violência. Nossa disposição de negociação, de resolver sem conflito, de usar o bom senso continua, nós não mudamos o nosso posicionamento", afirma.
Segundo o comandante, as declarações de Silva são um "discurso de pressão". "Acho que é mais uma ameaça", diz.
Val das Palmas
O comandante da PM rebateu as críticas da família Nasralla, proprietários da Val de Palmas, de que a polícia demorou para fazer a desocupação da área.
Durante a desocupação, os sem-terra atearam fogo em barracões de madeira.
"Ali nós tínhamos duas alternativas, ou se empregava a força de imediato, com grande risco de haver um conflito, com pessoas feridas e até mortes, ou então negociávamos. Houve danos e a família está revoltada, mas hoje nem eu nem a família está lamentando vidas perdidas", disse.