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Feira do Bordado

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 7 min

Ibitinga espera 20 mil visitantes hoje na feira do bordado

Ibitinga espera 20 mil visitantes

hoje na feira do bordado

Texto: Marcos Zibordi

Numa das maiores feiras nacionais, a capital nacional do bordado encerra hoje sua festa

Ibitinga - Um imenso labirinto em dois pavilhões, com exatamente 166 estandes para exposição e venda, arquitetado para que todos os boxes sejam visitados. É a Feira de Bordado de Ibitinga, que encerra hoje a sua 26 ª edição.

No ano passado, em decorrência dos jogos da Copa do Mundo, a feira recebeu 180 mil visitantes. Neste ano, números extra-oficiais registram um fluxo de quase 200 mil visitantes.

Os lançamentos no ramo de bordados são feitos sempre nesta data, junto com a realização da feira, aproveitando os visitantes para mostrar ao mundo o que Ibitinga tem de melhor. No ano passado, turistas de outros estados, América Latina, Europa e até Japão vieram para Ibitinga comprar bordados. Esse comércio representa 75% dos empregos existentes na economia da cidade.

São 82 estandes somente de bordado no pavilhão A, e 84 estandes no pavilhão de variedades, com sapatos, roupas, doces, semi-jóias e artigos de couro.

A divisão da feira em forma de labirinto começou em 97. "Como o bordado é nosso produto maior, nós queríamos deixar uma imagem do recinto tão bela quanto é o nosso produto maior", explica Magali Siriani, assessora da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento do Comércio e Indústria, da Estância Turística de Ibitinga.

Os turistas não pagam para entrar na feira. Nos dois acessos

à cidade estão instalados pontos de informações onde o visitante é parado, ganha um convite para a feira,

é acompanhado por um guia e é cadastrado para no próximo ano receber o convite em sua casa.

A Feira fica no conjunto Poli-Esportivo da cidade, que está extremamente bem sinalizada na indicação do caminho dos bordados.

Tecnologia na confecção de bordados

A imagem da bordadeira tradicional, que bordava seu guardanapo em bastidores de madeira na antiga máquina de costura girando-a com os pés, é cada vez mais rara. Uma das novidades na 26ª edição da Feira do Bordado de Ibitinga são as máquinas de bordar automáticas, com programação para trabalhos na memória do computador de bordo e que requer o mínimo de destreza motora.

Com capacidade para costurar e bordar, a máquina semi-industrial Brother é importada do Japão pela Paulista Indústria e Comércio de Máquinas de Costura, que também tem a autorização para revenda das máquinas.

Elas existem no Brasil desde 93, e o modelo, da foto, foi lançado na Fenite/Fenatec em julho desde ano.

O modelo PC 8500 pode bordar 600 pontos por minuto e cada desenho demora de dez a 15 minutos para ser confeccionado.

Camisetas, toalhas e bonés podem ser bordados com estampas personalizadas ou utilizarem os recursos gravados na memória da própria máquina. São 60 desenhos armazenados e três tipologias diferentes em tamanho pequeno, médio e grande. A máquina vem acompanhada de um cartão de memória temático, já disponível no mercado, cada um com cerca de 30 desenhos gravados na memória

- uma espécie de cartucho de mini-game. Exitem outros cartões temáticos, com motivos para costura ou bordado.

A possibilidade de utilização de cores é infinita, já que o bordado segue o esquema de impressão tipográfica, segmentando as cores que compõem o desenho. O trabalho é só trocar as linhas em cada etapa do bordado. A linha usada é a de um carretel de 4 mil metros, de poliéster, um pouco mais resistente que as linhas de costura comuns.

Mas a inovação vai além da máquina e seus recursos. O equipamento completo é composto por um software de criação de bordados. Ele é acoplado ao micro e, com o scaner, digitaliza a imagem desejada para o bordado. Depois de trabalhada, a imagem é gravada nos cartões de memória que, uma vez inseridos na máquina, borda a imagem gravada.

O kit completo é composto do software, gravador e cartão virgem. A máquina custa cerca de R$ 5,2 mil para pagamento

à vista, ou financiada em até sete vezes. Informações pelo fone (011) 230-7688. (MZ)

Hidrovia pode ter cruzeiro em 2000

Discussões sobre o Cruzeiro Fluvial começaram em maio, em parceria com a Cesp, Sebrae e municípios da região

Ibitinga - Barra Bonita, Jaú, Bariri e Ibitinga estão compondo um projeto turístico ambicioso para a hidrovia Tietê-Paraná com vistas ao incremento da atividade turística que já existe nessas cidades. O Cruzeiro Fluvial está em fase de discussão individual nos municípios participantes e deve estar em operação no início do próximo ano.

Com o objetivo de oferecer lazer diferenciado para o turista cansado de praias, o passeio fluvial pelo Tietê pretende ser um solução diferente, passando pelas cidades, mostrando seu artesanato, sua cultura em comidas típicas, suas belezas naturais com rios para pesca e lazer. "Nós inicialmente pretendemos um roteiro de quatro dias, saindo de Barra Bonita e chegando a Ibitinga", informa Magali Siriani, assessora da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento do Comércio e Indústria, da Estância Turística de Ibitinga, que oferece, além da feira de artesanato, o rio Tietê, o Jacaré-Guaçu e o Jacaré-Pepira, o mais limpo do Estado atualmente.

Segundo Arlindo de Lima Jr., consultor de Turismo do Sebrae/SP, 44 anos, as reuniões locais que estão ocorrendo nesta fase do projeto, são importantes porque acabam resolvendo problemas pontuais das cidades, como horário para abertura de comércio e aspecto visual das feiras de artesanato.

"O turismo é o principal segmento da economia no mundo inteiro hoje. Em termos práticos, na área de alimentação, a cada R$ 8 mil você gera um emprego, na área de meios de hospedagem você gera um emprego com R$ 15 mil, então a desproporção com outros ramos é descomunal. Na indústria você investe milhões de dólares para gerar pouquíssimos empregos", avalia.

Num primeiro momento, o passeio deve ocorrer num único sentido do rio (Barra Bonita-Ibitinga), em quatro dias e três pernoites, com o turista permanecendo por algumas horas nesses quatro municípios.

Este é um programa que nasce no município e só

é legítimo por causa da participação da comunidade, que definiu quais os locais de visita, o tempo de permanência e o roteiro em cada um dos municípios.

A operação é de agências de turismo locais que estarão compondo um "pool" de agências formando uma operadora local. "Nós estamos exatamente nesta fase de definição do que compõe o programa e hoje os municípios estão cuidando de simular o roteiro dentro da cidade. O pool de agências vai começar levantar os custos".

Existe hoje, em processo gradativo, uma mudança de cultura em relação ao turismo no País. Mas algumas dificuldades ainda sobrevivem. Alguns municípios não se sensibilizam quanto ao horário e os dias de abertura do comércio. "O turista quando chega no sábado ou domingo, o comércio tem que estar funcionando".

Enquanto os comerciantes argumentam que não abrem aos domingos porque não existe o turista, o Sebrae acredita que não existe o turista porque o comércio não abre no domingo.

"Nós da Cesp e do Sebrae temos uma expectativa muito positiva de que nós vamos desenvolver mini-cruzeiros ao longo da hidrovia toda e, no futuro, cruzeiros de longa duração".

A venda dos pacotes deve começar em outubro e a idéia

é que ele seja operado inicialmente em um cruzeiro por final de semana, em janeiro do próximo ano.

Nunca se falou tanto no turismo no mundo inteiro. É o principal segmento das maiores economias, batendo as indústrias eletrônica e de armamentos, no quesito geração de riqueza e renda. "Só que nós temos que ter sempre em mente o desenvolvimento do turismo sustentável. Qual é a capacidade de receber do município?; a preservação do meio ambiente é fundamental. Se nós vamos desenvolver o turismo, que seja com qualidade de atendimento", finaliza Lima.

Adequação

A adequação dos produtos turísticos para o bom atendimento do cliente é uma das principais preocupações do projeto. Ainda que os municípios tenham bons atrativos turísticos, há a necessidade de que os mesmos sejam adequados para o bom atendimento aos clientes.

Não basta ter o atrativo somente. Há a necessidade de que os responsáveis pela recepção ao turista ofereçam com qualidade o produto, apresentando uma "embalagem" apropriada, e que o diferencial seja percebido e devidamente valorizado.

Devem ser consideradas a sinalização específica para cada atrativo, material promocional, informações corretas do produto, cuidados com o local, adequação, limpeza, aspectos visuais, treinamento de pessoal e valorização de recursos. Por fim, a atração principal deve ser agregada de outras atrações complementares.

Serviço

A palestra "Qualidade no Atendimento ao Turista", será ministrada entre os dias 19 e 22 de julho, ainda sem horário definido, em cada um dos municípios participantes. Informações podem ser obtidas nas secretarias de desenvolvimento dos municípios e o evento será aberto aos interessados.

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