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Andréia Alevato Ascari
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Justiça julga quatro casos em um dia

Justiça julga quatro casos em um dia

Texto: Andréia Alevato Ascari

Ontem, foram realizados quatro julgamentos no Fórum de Bauru. Segundo o juiz Benedito Antônio Okuno, os quatro foram marcados no mesmo dia, para pôr a pauta em dia, devido ao grande número de julgamentos atrasados.

Dos quatro julgados, apenas um foi condenado.

A ré do primeiro julgamento foi Vera Lúcia de Jesus. Ela estava sendo acusada por tentativa infanticídio. No dia 30 de abril de 1.990, Vera Lúcia deu à luz a uma criança, do sexo feminino, que foi encontrada, por familiares da mãe, no seu estado puerperal, no interior de uma fossa. Vera Lúcia foi absolvida por negativa de autoria. Ela alegou que não sabia que estava grávida e que só ficou sabendo quando o bebê foi encontrado na fossa. O juiz que presidiu o juri foi João Augusto Garcia. A defesa foi de Antônio Cavalgani Filho, e o promotor, Hércules Sormani Neto.

O segundo julgamento foi de Maurício Antônio Costa. Ele estava sendo acusado de tentativa de homicídio, porque no dia 10 de setembro de 1.995, fez um disparo contra Josenildo da Silva Oliveira. Ele foi absolvido porque ficou constatado que ele usou de legítima defesa. Neste caso, o juiz também foi João Augusto Garcia, o advogado, Antônio Cavalgani Filho e o promotor, Hércules Sormani Neto.

O terceiro julgamento foi de Cícera Maria da Cruz. Ela foi acusada por tentativa de homicídio, porque no dia 6 de maio de 1.996, atirou contra seu irmão, Ademir dos Santos. Cícera foi condenada por homicício privilegiado tentato (cometeu o ato impulsionada pela violenta emoção que estava sofrendo), pois ela alegou que o irmão estava tentando estuprar sua filha. A pena é de um ano e quatro meses de reclusão com direito a sursis. O juiz que presidiu o julgamento foi Benedito Antônio Okuno. A defesa foi de Itaurio Jardim da Silveira e o promotor Hércules Sormani Neto.

O último julgamento do dia foi de Caligário Alves, acusado de tentativa de homicídio. A vítima, José Aparecido Belote foi atingida por três disparos no dia 13 de março de 1.993. Caligário Alves foi absolvido por comprovar legítima defesa. O juiz foi Benedito Antônio Okuno, o advogado de defesa, Olavo Nogueira Ribeiro Júnior, e o promotor, Hércules Sormani Neto.

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