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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Setor cafeeiro consegue renegociar dívidas

Setor cafeeiro consegue renegociar dívidas

Texto: Márcia Buzalaf

O setor cafeeiro conseguiu as renegociação dos R$ 170 milhões que teriam vencido no dia 30 de junho. De acordo com o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo e presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde Guimarães, 61 anos, o Governo Federal deu mais 30 dias para o início do pagamento, que será feito em três parcelas mensais.

A determinação foi dada pelo Ministro da Fazenda, Pedro Malan. A origem destas dívidas é rescalonamento da dívidas anteriores e financiamento de custeio correspondem a 80% do total.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) passou a informação para o Banco do Brasil de que o pagamento do débito poderia ser dividido em três parcelas, da seguinte forma: 8% em 31 de julho, 8% no dia 31 de agosto e o saldo em 30 de setembro. A notícia é um alívio para os cafeicultores.

A dívida estava gerando um pânico geral entre os cafeicultores, já que poderia fazer com que o setor tivesse que vender todo seu estoque com urgência e, conseqüentemente, com baixo preço.

O preço do café apresentou uma queda de 25% no último mês. Devido à mudança ministerial, a mobilização cafeeira ficou enfraquecida.

Queda na estrutura

A troca de ministros também afetou o setor de café. De acordo com Guimarães, parte da estrutura do Conselho Deliberativo de Política Cafeeira, Departamento Nacional do Café, a Secretaria dos Produtos de Base, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que toma conta dos assuntos relacionados com o café, pediu demissão juntamente com o ex-ministro da cadeira, Celso Lafer. A outra parte do conselho, da qual Guimarães faz parte, é indicada pelo Presidente da República, e não sofre alterações.

O novo ocupante do cargo, o até então Ministro da Casa Civil, Clóvis Carvalho, que passar todos os interesses do setor cafeeiro para o Ministério da Agricultura, agora comandado por Pratini Moraes.

Guimarães diz que a mudança pode influenciar o mercado de café, que deve perder sua força política. El alerta para a sensibilidade do mercado de café. Segundo ele, o impacto das interferências políticas neste setor econômico podem ser significativas.

Ainda não se sabe inclusive quem participará da reunião agendada para o próximo dia 21, na Inglaterra, por conta da troca de cadeiras.

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