Geral

Nota Policial

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 4 min

Briga de gangues acaba em morte e incêndio

Briga de gangues acaba em morte e incêndio

Texto: Marcos Zibordi

Ciclo de violência dura três horas e gangues espancam, matam e queimam casa

Uma briga entre dois grupos rivais que começou sábado, desencadeou uma onda de violência que acabou ontem, após uma invasão de domicílio seguida de agressão, uma destruição de telefone público para impedir a ligação para a polícia, um homicídio e um incêndio que queimou completamente uma casa de madeira e todos os seus pertences, no bairro São Geraldo. O autor do homicídio está foragido. Tudo começou sábado, quando Gilson Araújo de Andrade foi agredido por membros do grupo rival, levando várias pauladas na cabeça, além de outros ferimentos, e encontra-se internado na UTI do Hospital de Base.

Ontem, por volta de 10 horas da manhã, o mesmo grupo invadiu a casa de Odirlei Aparecido de Araújo, irmão do agredido no sábado, e espancou as pessoas que estavam na casa. Logo depois, destruíram o telefone público para impedirem a ligação para a polícia.

Por volta de 13 horas, como resposta à invasão da casa e ao espancamento, a onda de violência continuou. Odirlei e os elementos conhecidos como Gilson dos Santos, Amílton Cavalcante Batista, Eduardo Aparecido Ferreira saíram em busca do grupo rival para vingarem a agressão ocorrida no sábado e naquela de ontem. Perto do Posto de Saúde do Jardim Godoy, há cerca de 100 metros, balearam mortalmente Laércio Andrade Filho, 27 anos. O autor dos dois disparos, Odirlei Aparecido de Araújo, está foragido.

Logo após esta ocorrência, o sargento Breve se escondeu na residência de Odirlei, na esperança de flagrá-lo, caso este retornasse em busca de documentos para empreender fuga.

"Fiquei aguardando a chegada dele para efetuar a prisão. Eu iria prendê-lo em flagrante", conta Breve.

Porém, antes da chegada de Odirlei e para surpresa de Breve, Alex Aparecido de Andrade, irmão do assassinado, apareceu na residência de Odirlei para vingar o irmão morto. Com cerca de 1 litro de gasolina, ateou fogo na entrada da casa e no sofá. O fogo se espalhou rapidamente pelo chão e, principalmente, pela residência, que é de madeira. Ela está localizada no cruzamento da alameda dos Goivos com a rua Aleixo Silva e ficou completamente destruída.

Breve saiu em perseguição e deteve Alex após quase 700 metros de corrida à pé pelas ruas do bairro.

Gilson dos Santos, também preso pela PM, acusado de ter participado do homicídio, alega que somente participou da agressão no sábado.

Uma mulher é suspeita de ter participado do homicídio, levando o grupo de Odirlei até o grupo rival para que ele efetuasse o homicídio e ajudando-o na fuga com um carro.

Envolvido descreve o crime e acusa mulher de participação

Eduardo Aparecido Ferreira, 21 anos, que esteve com Odirlei no momento do crime, diz que só participou da agressão a um elemento do grupo rival, viu Odirlei efetuar os disparos e acusa uma mulher (que não teve o nome completo divulgado pela polícia) de ter participado do crime.

Segundo ele, Odirlei estava com o rosto muito machucado com a agressão da manhã. Conforme conta, seu grupo ficou na casa para proteger as pessoas, suspeitando de uma nova investida.

Algum tempo depois, ele teria avistado três elementos do grupo rival, e voltou para chamar Odirlei e seus amigos. Eles saíram num Kadet, que já estava estacionado na frente da casa, dirigido por uma mulher, cujo primeiro nome é Andréia.

O carro teria parado em frente ao Posto de Saúde do Jardim Godoy. "Descemos do carro eu, Odirlei e Amilton. O Odirlei desceu correndo e nós atrás. Ele sacou o revólver. Nós não sabíamos que ele tinha um revólver. Eles não viram a gente".

Segundo Ferreira, Odirlei sacou o revólver e mandou os outros pararem. "Nisso o Amílton veio correndo e deu uma voadora nas costas dele (do assassinado). Ele caiu e bateu a cabeça na árvore. O Odirlei sacou o revólver e fez pá, pá, deu dois tiros, de pertinho mesmo".

Odirlei teria fugido no Kadet, que inclusive, segundo Ferreira, manobrava para fuga enquanto os disparos ocorriam. "Ela manobrou o carro para levar o Odirlei embora, já estava na esquina, esperando". Segundo Ferreira, o revólver era um 38.

Comentários

Comentários