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Rebelião em Garça

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 2 min

Rebelião em Garça dura 4 horas

Rebelião em Garça dura 4 horas

Texto: Marcos Zibordi

Rebelião começou na mesma cela de onde, no começo da semana, sete presos fugiram

Garça - Uma rebelião na Cadeia Pública de Garça, ontem, fez um carcereiro e três presos como reféns e acabou após 4 horas, com a transferência de seis detentos para Penitenciária II de Pirajuí.

Segundo o delegado Nelson Teixeira Jr., no jantar de anteontem os presos se recusaram a aceitar a comida. Segundo os presos, a comida estava podre.

Ontem, em represália, o delegado cortou as visitas, inclusive

íntimas, banho de sol e os televisores e rádios dos presos. Com isso, por volta de 1 hora da tarde, quando o carcereiro entrou na área das celas para retirar um preso que iria para o Fórum, foi rendido e a rebelião começou. Haviam 44 presos para uma lotação suportável de 36 na Cadeia Pública.

Três presos do "seguro" (condenados por estupro e outros crimes desta natureza), que estavam em cela separada, também foram feitos reféns. Enrolados em colchões, os rebelados ameaçavam queimá-los caso as reivindicações não fossem atendidas.

Os presos reclamavam de agressões e maus tratos e atraso na transferência de presos com pena cumprida.

Na rebelião, eles quebraram os cadeados das outras celas e soltaram todos os presos, que ficaram no pátio com tochas na mão com as quais queimaram vários objetos. Alguns estiletes foram recolhidos durante revista feita pela polícia.

Segundo o delegado, seis deles serão transferidos para Pirajuí. São eles: Sebastião de Freitas, Devanil Benedito Ferreira, Euflanor Soares Ferreira, Adriano Balbino, Célio Aparecido Cardoso e Márcio Aparecido do Nascimento.

O carcereiro que foi mantido como refém durante a rebelião, Dorivaldo Alves Ferreira, 32 anos, conta que foi tomado como refém porque teve que abrir a mesma cela de onde, no começo desta semana, sete detentos fugiram por um túnel. Na parede, acima do buraco cavado, ainda estava escrito o irônico recado

"fui", com uma seta indicando a boca do túnel.

Segundo ele "só ameaçaram, mas não chegaram agredir".

Ele conta que após sua rendição, os presos do "seguro" foram liberados e, depois, todos os outros detentos.

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