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Luciano Augusto
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Ministério do Trabalho em Bauru fica sem carteiras de trabalho

Ministério do Trabalho em Bauru fica sem carteiras de trabalho

Texto: Luciano Augusto

Devido à quebra de uma peça alemã no parque gráfico da União, a emissão de carteiras de trabalho ficou prejudicada. Na Subdelegacia do Ministério do Trabalho de Bauru, a última carteira de trabalho foi emitida na quarta-feira porque a quantidade de carteiras enviadas

é menor do que a quantidade necessária para atender a região.

"Nós já estamos racionalizando o recebimento dos pedidos de carteira a mais de um mês e meio", afirmou a chefe da seção de emprego e formação profissional, Vitória Alexandre Lima, 53 anos. O problema só não é mais grave porque 70% do total de emissões são de pedidos para segunda via.

A região da subdelegacia do trabalho de Bauru consome quatro mil carteiras por mês, distribuídas para 12 postos de atendimento que atendem a 74 municípios. A previsão do Ministério do Trabalho é de que até agosto a emissão do documento esteja normalizada. A representante da Subdelegacia do Ministério do Trabalho local diz que a informação é de que estão sendo enviadas para Bauru 1.200 carteiras, "um número ridículo", que não atende a demanda.

Vitória Alexandre Lima lembra que, mesmo sem a carteira de trabalho, o empregador pode registrar ou contratar um empregado, sem maiores ônus para ambas as partes. "Adotamos o seguinte critério para que ninguém seja prejudicado: se por acaso no ato da aposentadoria existir algum problema em relação à data de expedição da carteira ser posterior a data de registro, nós estamos negociando a possibilidade de expedirmos esta carteira em data retroativa, desde que a pessoa traga a cópia do contrato de trabalho com a data que ele foi contratado", complementa.

Lima disse ainda que, quando há carteiras disponíveis, o requerente sai com o documento no ato. Entretanto, com a informatização proposta pelo Governo Federal, a entrega será feita em 15 dias.

O custo da carteira para os cofres públicos, que hoje é de R$ 4,00, também deverá aumentar. De acordo com a chefe de seção do Ministério do Trabalho, o preço subirá porque o documento será impresso em papel moeda, muito mais caro que o utilizado atualmente. O prazo para a troca ainda não foi definido.

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