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Comentário econômico

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Economia & Negócios

Economia & Negócios

Márcia Buzalaf

Mais uma moda

Ao que consta, o presidente assinou uma medida provisória ontem equiparando as condições tributárias dos produtos destinados à exploração de jazidas de petróleo e gás natural importados com os da indústria brasileira. O objetivo é incentivar a produção com a isenção de ICMS, IPI, Confins e PIS. O estímulo vale até o final de 2005. Já vimos esta história antes com o álcool, não?

Prejuízo

Pouca gente sabe, mas a recém criada Associação Nacional dos Fabricantes de Palmito (Anfap) tem motivo de existir. Os cinco fabricantes de palmitos em conserva do Brasil se reuniram para criar a associação e tentar devolver a credibilidade roubada pelos longos noticiário sobre a possibilidade de se pegar botulismo comendo palmito. As vendas da Gini, indústria brasileira do produto, caíram 40% de março para cá. E olha que esse problema não é novo.

Devagar com a notícia

A história se repete. A indústria de conservas Gini perdeu nada menos do que R$ 2 milhões em fevereiro de 97 com a falsa acusação de que seus produtos levaram

à intoxicação (botulismo) uma jovem. Os 60 lotes suspeitos foram testados e nenhuma confirmação da presença da bactéria. A Gini ficou dois meses sem vender um único vidro de palmito e sua recuperação foi lenta.

Consulta

A inadimplência gerou uma boa conseqüência: as empresas que fornecem informações sobre crédito estão cada vez mais disputando o mercado. O segmento movimenta 3% do PIB do Brasil, e é atualmente dominada pelo Serasa, que atende a 300 mil usuários, com uma média de um milhão de consultas por dia e um faturamento de US$ 170 milhões. Emprega 1,6 mil funcionários e a expectativa

é que o setor cresça de 10% a 12% ao ano.

SCPC X SPC

Em Bauru, a disputa já começou e a Acib afirma que vai entrar com um novo produto, o SCPC, para consultas mais abrangentes, que deverá ser ligado estadualmente. O projeto ainda está em andamento e, enquanto isso, a concorrente, CDL, está investindo na propaganda do SPC. Crise também gera negócio.

Empreitada do peru

O governo peruano, em recente encontro entre o presidente FHC e Fugimori, afirmou que deve investir R$ 2 bilhões para projetos de infra-estrutura no seu próprio país de hoje até o ano 2001. Um projeto de gaveta dos dois países também está em jogo, a interligação rodoviária entre o Acre e o Peru, mas que passou batido durante a reunião. Mas o país vizinho dez questão de avisar que, dessa vez, todos os projetos terão verba e serão tocados até o fim.

Enquanto isso...

As empreiteiras brasileiras de plantão, adoraram a notícia. Um exemplo de sucesso na ligação econômica Peru/Brasil é a construtora Andrade Gutierrez, que já completa sete anos no país, com seis obras inauguradas e um faturamento US$ 130 milhões. A empresa também está pré-qualificada para o sistema de fornecimento de água em Lima, capital peruana.

Crescem os dois

Tanto a Internet quanto o número de vírus espalhados pela rede estão em franco crescimento. A epidemia virtual ataca, predominantemente, os e-mails: 80% da contaminação em todo o mundo é via correio eletrônico. A pesquisa foi feita pelo instituto de pesquisa, Gartner Group. Os vírus são mais do que um incômodo, são sinônimo de prejuízo: no primeiro semestre deste ano, o mundo todo deve perder US$ 7 bilhões com o problema.

Softwares

Na outra ponta, estão os softwares de segurança, usados para a defesa contra os vírus e alterada constantemente, com a atualização periódica dos "bichinhos". Na norte-americana Symantec, dona do antivírus Norton, as vendas no Brasil cresceram 70% só no segundo trimestre. Na maior empresa do mundo neste setor, a também americana, a Network Associates (NAI), as receitas entre janeiro e junho ficaram 40% superiores às do mesmo período de 1998.

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