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Comentário econômico

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Economia & Negócios

Economia & Negócios

Márcia Buzalaf

Supermercados

Os supermercados começarão a ter um novo tipo de propaganda, chamada "in-door", ou seja, adesivos colados no chão do supermercado perto da gôndola onde fica o exposto o tal produto. O adesivo fica próximo da visão da pessoa que empurra o carrinho. O sucesso do adesivo tem um motivo: 70% das decisões de compra são feitas no próprio local. Nos Estados Unidos, a publicidade é amplamente usada. A empresa norte-americana que traz a novidade para o Brasil é a FloorGraphics.

Escola de supermercado

Em setembro, a associação brasileira de supermercados lançará a escola nacional de supermercados. Em primeiro lugar, a escola vai investir na formação dos funcionários que já estão trabalhando no setor. O objetivo a longo prazo é que os ensinos da escola sejam estendidos para o ensino regular. Isso porque, atualmente, 667 mil pessoas

(mais do que duas populações de Bauru) são empregadas pelos supermercados.

Preço

Finalmente, a Agência Nacional do Petróleo vai acompanhar os preços da gasolina nos postos e nas distribuidoras para verificar se existe prática de concorrência desleal. A decisão foi tomada pela Secretaria de Direito Econômico depois de uma reportagem da Folha de S.Paulo na segunda-feira, que fala sobre a guerra de preços entre distribuidoras e revendedores. A agência vai fazer uma relação de postos que estão vendendo gasolina com preços abaixo do custo. Tem que ver qual será a conseqüência disso.

Auto-estima

Na próxima sexta-feira, às 19 horas, os desanimados e pessimistas têm um encontro com especialistas de diversos setores para discutir a auto-estima em tempos de crise. O tema será tratado por diversos prismas. Carlos Sette vai falar sobre "Auto-estima no mundo do trabalho"; Domingos Ferreira abordará a "Auto-estima e a saúde mental"; Marilza Francisco Ramos vai falar sobre a "Auto-estima na educação"; e Moussa Tobias vai enfocar a "Auto estima nos negócios e na política". A causa também é boa: 1 Kg de alimento é o valor da entrada, e será revertido para a Paróquia São Benedito.

Massas

Dizem que os únicos estabelecimentos comerciais que são abertos hoje em dia estão ligados ao setor alimentício ou religiosos. O mercado de congelados segue a tendência e, de acordo com estudos realizados pelo Programa de Administração de Administração de Varejo da USP, tem perspectiva de crescimento de 410% e movimentação de R$ 2,9 bilhões. A facilidade foi apontada por 53% dos entrevistados como sendo o motivo para a busca pelos congelados.

Comércio boliviano

Bolívia e Brasil estão avançando na integração energética. A Bolívia é proprietária de uma expressiva riqueza natural, com reservas testadas de gás natural que superam 10 trilhões de pés cúbicos e que podem ser exportados para o Brasil. O País afirma que tem grande disposição em comprar a energia. As negociações comerciais entre Brasil e Bolívia têm uma antiga negociação comercial que data de 25 anos mas a primeira concretização foi recente, e feita através da exportação de gás ao Brasil pelo gasoduto de 3.150 km.

GM cancela

Mais uma péssima notícia para quem trabalha em montadoras. A unidade da General Motors em São Caetano do Sul, na região do ABC paulista, vai diminuir a produção de veículos no próximo mês. A jornada de trabalho dos funcionários será reduzida de 42 para 38 horas semanais: 5.000 operários da linha de produção ficarão duas sextas-feiras em casa (dias 13 e 27). A unidade emprega cerca de 8.700 funcionários. O motivo é a possível queda nas vendas de veículos no próximo mês, mas a empresa nega a redução da produção e da carga horária dos funcionários.

Enquanto isso, na Ford

Covas defendeu ontem que o presidente condicione a liberação de recursos do BNDES para a Ford ao não-fechamento da fábrica de caminhões do Ipiranga, na capital paulista. Para se instalar na Bahia, a montadora vai receber R$ 700 milhões do banco e mais R$ 180 milhões por ano em incentivos fiscais. A MP que regulamenta a instalação da fábrica na Bahia deve ser publicada amanhã. Covas se reúne hoje com sindicalistas da Força Sindical e da CUT para discutir o assunto. As centrais concordam com o governador e querem o a garantia do não-fechamento da fábrica em SP.

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