Economia & Negócios
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Márcia Buzalaf
Transgênicos
Parece que o Brasil vai ter o poder de decisão em relação ao futuro dos alimentos geneticamente modificados, os transgênicos, já que produziu 20% da produção mundial em 98, 31 milhões de toneladas. Como a Europa compra basicamente dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil, a nossa opção preocupa o abastecimento de não-transgênicos no continente europeu, predominantemente contra as novas sementes. No Brasil, mal se sabe o que são transgênicos e a discussão parece tímida demais.
Metade da metade
O líder da produção mundial, os Estados Unidos, já deixou clara sua predileção: 50% das 75 milhões de toneladas que planta anualmente, metade é de transgênicos. Se pensarmos que os norte-americanos produzem quase metade da produção mundial, e que metade disso
é formado por sementes geneticamente modificadas, chegamos a conclusão que pelo menos um quarto da soja no mundo é transgênica.
Compra pública
Elevadores a venda. A Elevadores Schindler S.A. já anunciou quanto pagará para a Elevadores Atlas. Através de oferta pública, anunciou que deve pagar R$ 26,5 o lote de mil ações ordinárias e comprar 36,35% das ações da empresa. No final de maio, a Schindler comprou 63,64% do capital total da Atlas por R$30,30 por ação, o que somou R$ 483 milhões. A compra da outra parte da empresa será no próximo dia 24, às 17 horas, na Bovespa.
Otimismo
O pessimismo é como um praga, e parece que pegou no Brasil. Tudo continua parecendo ruim, mas, ao olhar os jornais, como a Gazeta Mercantil, nota-se o registro do crescimento de empresas no Brasil, tanto das genuinamente nacionais quanto nas "importadas". A capa do caderno do caderno de empresas do jornal do final de semana era sobre a falência do Mappin e das Lojas Brasileiras. Lá dentro, Brazil Realty aumenta seu lucro em 70% no segundo trimestre do ano, Procter & Gamble cresce 16%, a Ebara em Bauru que projeta um crescimento de 5% neste ano, a Sukest, com crescimento em produção e vendas de 11% neste primeiro semestre...
Máquinas
As máquinas que fornecem chocolate, café, Coca-cola light, salgados e tudo mais devem ganhar espaço no Brasil pelo investimento que as empresas estão fazendo nas máquinas. Além do investimento da Nestlé e da Coca-cola, Kibon, Elma Chips, no setor, as máquinas devem expandir seus locais de atuação, passando dos postos de gasolina e universidades para clínicas médicas, velórios, condomínios... Nos Estados Unidos, jornal e selo também são comercializados nas maquininhas.
Veto a Kaiser
O Conar, conselho de autoregulamentação publicitária, mandou a Kaiser suspender os anúncio comerciais que estavam sendo vinculados - em meio impresso e televisivo - que mostravam a Brahma e a Antartica "na fusão" enquanto que a Kaiser ficava "sem fusão". Para as duas empresas fundidas, a Kaiser mostrou a idéia de que Brahma e Antartica vão virar uma cerveja só. A vitória foi apertada, por cinco votos a três.
Telesp Celular cai
O lucro da Telesp Celular caiu 57% no primeiro semestre de 99 em relação ao registrado no ano passado. De R$ 214,1 milhões em 98 passou para R$ 91,8% neste ano. A Portugal Telecom, controladora da Telesp Celular, entretanto, cresceu 32% em receita operacional líquida em relação a 98. Já a receita operacional bruta, no balanço semestral da empresa, obteve crescimento de 18,8%. Já o lucro da Telesp Celular Participações caiu uma média de 51%, passando de R$ 159,4 milhões em 98 para R$ 77,1% neste semestre.
Cartão de crédito
O uso do cartão de crédito continua crescendo. Aumentou 9,56% em julho deste ano se comparado com o mesmo período de 98. Em relação a junho, o crescimento é pequeno e quase imperceptível. Nos dados sobre o crescimento das transações, mais crescimento, de 24,12% em relação a julho de 98 e de aproximadamente 2% em relação a junho de 99. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de crédito e Serviços (Abecs).