Reajuste na gasolina fica indefinido em Bauru
Reajuste na gasolina fica indefinido em Bauru
Texto: Márcia Buzalaf
O quinto reajuste neste ano do preço da gasolina, anunciado pelo Governo Federal, de 9%, ainda está indefinido na cidade. Nem os escritórios das distribuidora em Bauru nem postos de revenda ou mesmo o sindicato estadual tinha o fechado o índice que deve vigorar para o consumidor. O grande problema é o preço do diesel, que estava programado para sofrer reajuste juntamente com a gasolina, mas que está indefinido depois da greve dos caminhoneiros na semana passada.
A única decisão que parece ser unânime entre os que trabalham no ramo é que o reajuste será passado de forma integral para os preços dos combustíveis.
A diferença entre o preço mais alto e o mais baixo dos combustíveis praticados em Bauru aumentou em relação aos últimos reajustes. Em fevereiro, o reajuste que seguiu a linha do aumento na Cofins deixou os postos da cidade com a variação de 7,5% nos preços da gasolina Em relação aos reajustes que compensam a perda da desvalorização, tem-se: em março, segundo reajuste, a diferença entre os preços estava em 15,2%; em abril, de 6,4%; e, em junho, de 4,39%.
No caso da gasolina, a diferença atual entre os preços praticados nos postos é de 10,68%, sendo que o menor valor praticado pelo litro do combustível comum à vista
é de R$ 1,039 e, o maior, de R$ 1,15. A gasolina mais cara cobrada pelos postos atualmente é de R$ 1,398, no preço a prazo para a gasolina aditivada.
No caso do litro do álcool, a diferença entre o maior e o menor preço encontrados na cidade é de mais de 50%, variando entre R$ 0,399 e R$ 0,599. O litro de álcool mais caro encontrado chega a custar R$ 0,765 em um posto para as vendas a prazo.
No diesel, o preço também está variando, só que em menores proporções, mas girando entre R$ 0,568 e R$ 0,599.
A concorrência está sendo apontada pelos proprietários de revendas de combustíveis como sendo o principal motivo dos preços estarem abaixo do que seria o ideal. Na opinião do proprietário do posto que comercializa o litro da gasolina mais barato, por R$ 1,039, o preço realmente está abaixo da média. O valor ideal cobrado pelo litro do combustível na opinião dele é de R$ 1,10.
Vários postos que também estavam cobrando o preço da gasolina entre R$ 1,05 e R$ 1,08 afirmaram que o valor faz parte de uma promoção, e que o reajuste poderá incidir sobre o preço real, não promocional.
Gás de cozinha vai para mais de R$ 16
O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o conhecido gás de cozinha, deverá sofrer reajuste de 6% para os consumidores. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Interior de São Paulo, Luiz Carlos Afonso, 31 anos, o índice ainda não foi transmitido oficialmente, embora o reajuste na refinaria esteja previsto para ser de 6%.
O índice deve ser repassado integralmente para o consumidor, segundo Afonso. Para ele, o setor de distribuição de gás não "tem gordura para queimar".
O reajuste deve começar a vigorar às zero hora de sexta-feira. Antes disso, o Governo Federal deve anunciar de quanto será o aumento na refinaria, que serve de base para o reajuste no preço final.
O botijão de 13 litros passará de R$ 15,4 no balcão para R$ 16,32. O preço cobrado na entrega domiciliar deverá ser de R$ 18,23, contra os R$ 17,20 cobrados atualmente.