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Comentário econômico

Márcia Buzalaf
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Economia & Negócios

Economia & Negócios

Márcia Buzalaf

Embratel e Xerox

A Xerox será a responsável pela emissão das faturas telefônicas da Embratel. O serviço faz parte do processo de terceirização que a empresa de telefonia está promovendo em toda a produção. O contrato foi assinado na segunda-feira, e é considerado o maior e o mais completo contrato do gênero já

assinado no Brasil, e não deve parar por ai. As faturas serão feitas no Centro de Processamento de Documentos Inteligentes

(CPDI) da Xerox, em Barueri. Todas as faturas da Embratel serão impressas, postadas e distribuídas pela Xerox.

Confirma

A CPFL vai realizar nos dias 9 e 10 de agosto o curso de "Formação de Gerentes Municipais de Energia - Introdução à Gestão Energética Municipal". O objetivo é reduzir o consumo de energia elétrica nos municípios através de projetos de eficiência energética. A expectativa é reunir aproximadamente 60 prefeitos da região. O curso já foi ministrado para mais de 150 autoridades da região de Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, confirmando a tendência de descrentralização comentada pelo secretário de energia em Bauru.

SP diferencial

O Banco do Brasil terá quatro superintendentes no Estado de São Paulo. O objetivo é aumentar os negócios nas principais regiões econômicas, além de aproximar e agilizar os serviços prestados. O Superintendente Estadual, Gladstone Medeiros de Siqueira, vai tomar conta das Regionais de Araçatuba, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos e São José do Rio Preto. Siqueira agora será responsável por 185 agências da principal região de Agronegócios do Estado, o que deve aumentar o foco no setor rural.

Globo

A Rede Globo está brigando para não pagar 2,5% do seu rendimento bruto para os direitos autorais reivindicado pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais, o Ecad. O contrato da empresa de comunicação com o órgão fiscalizador venceu em 30 de junho e não foi renovado. Desde então, a rede deposita em juízo uma multa de R$ 1,9 milhão. Vale lembrar que o que está em jogo é o salário dos compositores, que já estão de cabelo em pé com o advento das gravações via-Internet e com a pirataria nos CDs vendidos clandestinamente.

A bolsa e a CPMF

Apesar da chantagem, o governo federal não pretende nem cogitar suspender a cobrança da CPMF. Os operadores da bolsa de valores alegam uma queda, entre junho e julho, de 23,5% no volume financeiro, o que significa a movimentação de R$ 651,505 milhões para R$ 498,360 milhões. De maio (último mês em que não houve incidência de CPMF em nenhum pregão) para julho, o recuo foi de 31,36%. Cerca de 430 operadores pararam as atividades na Bovespa ontem em protesto contra a cobrança da CPMF. Só falta a categoria da investidores e também especuladores ficarem isentos do imposto.

São Carlos

A Tecumseh está investindo US$ 2 milhões na instalação da fábrica da Compella, de componentes para equipamentos eletroeletrônicos, em São Carlos, que estava instalada em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo desde sua fundação. A Tecumseh já era acionista da empresa, mas agora terá o controle total da Compella e transferiu a fábrica para São Carlos. A empresa abriu 200 vagas, sendo que 40 funcionários da fábrica de Itapecerica da Serra já ocuparam parte das vagas. No total, a empresa emprega 4,8 mil funcionários.

Trégua ao Paraguai

No Paraguai, os sindicatos conseguiram uma trégua até o final do ano para o processo de privatizações. Uma frente "sindical e social" arrancou a promessa do presidente Luis González Macchi de adiar o processo de privatização anunciado há duas semanas, depois de advertir que o mandatário "não foi eleito pelo povo" (ele era o vice do Cubas, assassinado no final de março do ano passado.

De lá para cá

A promessa do presidente, em reunião ontem com os sindicalistas das estatais, é de elaborar um estudo "profundo" sobre o assunto antes do final da trégua. No Brasil, a mudança na presidência do Banco do Brasil já mudou, também, a posição em relação ao futuro da instituição, que "pode ser vendida", segundo o recém-assumido comandante. No Banespa, o governo dá como vencida a luta contra a privatização, mas os sindicatos que representam os banespianos afirmam: a luta ainda não terminou.

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